TikTok ameaça processar administração Trump por causa da ordem executiva

TikTok ameaçou processar a administração Trump por causa da ordem executiva que o presidente assinou na quinta-feira.

Simone Silva

A TikTok ameaçou processar a administração Trump por causa da ordem executiva que o presidente assinou na quinta-feira e que proíbe empresas e indivíduos dos EUA de fazer qualquer transação com ByteDance, empresa mãe da tecnológica, avança o ‘Business Insider’.

Trump assinou a ordem executiva na quinta-feira , alegando que a empresa chinesa representa um risco para a segurança nacional.

«Estamos chocados com a recente Ordem Executiva, que foi emitida sem qualquer processo devido», disse TikTok num comunicado publicado esta sexta-feira. «Durante quase um ano, procuramos envolver-nos com o governo dos Estados Unidos de boa fé para oferecer uma solução construtiva para as preocupações mencionadas», continua a empresa.

«O que encontrámos foi que o governo não deu atenção aos factos, ditou os termos de um acordo sem passar pelos processos legais padrão, e tentou inserir-se nas negociações entre empresas privadas », pode ler-se no comunicado emitido esta manhã.

A TikTok sugeriu que a ordem executiva assinada por Trump era ilegal e garantiu que vai  fazer de tudo para contrariar a decisão. «Vamos utilizar todos os recursos disponíveis a fim de garantir que o estado de direito não seja descartado e que a nossa empresa e os nossos utilizadores são tratados de forma justa, se não for pela Administração, que seja então pelos tribunais dos Estados Unidos».

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Esta semana surgiram relatórios com evidências de que o governo Trump estava a obrigar a TikTok a vender os seus negócios nos EUA, sob pena de enfrentar uma proibição. A Microsoft anunciou publicamente as suas negociações de aquisição para os negócios da TikTok nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

A TikTok acusou a administração Trump de desrespeitar a lei ao ignorar o devido processo. «Esta Ordem Executiva corre o risco de acabar com a confiança das empresas globais no compromisso dos Estados Unidos com o Estado de Direito, que serviu como um íman para investimentos e estimulou décadas de crescimento económico americano», conclui a nota publicada pela empresa chinesa.

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