Tiago Vidal, LLYC : XIX Barómetro Executive Digest

Num contexto ainda incerto e desafiante identifico dois grandes temas nos resultados deste barómetro. Em primeiro lugar a economia, onde vemos sinais de recuperação, com mais de 50% das empresas a aumentar o seu volume de negócios face a 2020. No entanto, este indicador contrasta com a recuperação lenta que a larga maioria dos inquiridos espera, com mais de 60% das empresas a considerarem que só no 2.º semestre de 2022 ou em 2023 é que irão atingir um nível económico semelhante ao anterior à pandemia. Esta lenta recuperação é reforçada pelo facto de 62% das empresas considerarem que a implementação do PRR será pouco/nada relevante ou sem impacto na empresa, o que demonstra a necessidade de o Governo ter uma estratégia económica com um real impacto na economia e que seja uma alavanca de recuperação e crescimento das empresas. Por último, destaco um tema que considero uma das maiores mudanças estruturais que a pandemia acelerou, com 83% a considerarem programas de teletrabalho. Este indicador é demonstrativo de como o mundo do trabalho mudou e pode ser um factor crucial para a competitividade das empresas e economia pois abrange temas tão variados como o uso do escritório e a estrutura de custos da empresa, novas formas de trabalhar focadas na produtividade, a ocupação do território e mobilidade, o “work-life balance” e natalidade, etc. É seguramente uma oportunidade para a criação de novos modelos empresariais com um impacto positivo seja nas empresas, seja na sociedade.

Testemunho publicado na edição de Agosto (nº. 185) da Executive Digest, no âmbito da XIX edição do seu Barómetro.



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