Thomas Gunther é o novo diretor-geral da Autoeuropa. Gestor enfrenta crise de semicondutores e negociação do acordo de empresa

Thomas Hegel Gunther vai ser o novo diretor-geral da Autoeuropa, substituindo assim o português Miguel Sanches, que liderou a fábrica da Volkswagen em Palmela desde 2015. 

Fábio Carvalho da Silva

Thomas Hegel Gunther vai ser o novo diretor-geral da Autoeuropa, substituindo assim o português Miguel Sanches, que liderou a fábrica da Volkswagen em Palmela desde 2015.

A notícia foi avançada nesta sexta-feira pelo Jornal Económico e confirmada pelo ‘Público’. A Autoeuropa não faz comentários.

Com a liderança de Miguel Sanches a Autoeuropa conseguiu atingir  um novo recorde anual de produção em 2019, com mais de 250 mil unidades fabricadas.

Segundo o Jornal Económico, Sanches vai ocupar o cargo de vice-director de operações no Brasil.

Gunther foi director da Sitech, uma empresa detida pelo grupo Volkswagen  e  diretor de controlo de produção e logística da marca de Wolfsburgo em 2018.

Continue a ler após a publicidade

Esta mudança ocorre numa altura em que a organização é abalada pela crise de semicondutores, tendo parado a produção várias vezes nos últimos meses, e pelas negociações do acordo de empresa.

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa e os sindicatos representativos na fábrica de Palmela defenderam , em reunião conjunta, que a empresa deve retomar as negociações para um novo acordo laboral, face à rejeição do pré-acordo pelos trabalhadores.

Segundo revelou hoje a CT, na reunião conjunta com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), Sindicato Nacional da Indústria e Energia (SINDEL), Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE-SUL) e Sindicato dos Trabalhadores do Setor Automóvel (STASA), houve uma “tomada de posição unânime” para que seja retomado o processo negocial.

Continue a ler após a publicidade

De acordo com o coordenador da CT, Fausto Dionísio, “a Autoeuropa alega que, face à atual situação no grupo Volkswagen, não existem condições económicas para melhorar a proposta [do pré-acordo laboral]”, rejeitado pela maioria dos trabalhadores.

“Nos próximos anos (2021/2022) existe um excesso de 300 trabalhadores com o fim do MPV (Multi-purpose Vehicle) e ainda com o programa de otimizações existentes  na fábrica”, justifica a empresa, segundo refere o comunicado da Comissão de Trabalhadores.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.