O The Lisbon MBA Católica| Nova tem vindo a ajustar o seu currículo às exigências de um contexto empresarial marcado pela transformação permanente. Em entrevista à Executive Digest, Maria José Amich, diretora executiva do programa, detalha de que forma os programas de MBA preparam os seus alunos para liderar num mundo cada vez mais incerto e interconectado, integrando a crescente complexidade geopolítica e a inovação tecnológica, com uma capacidade de liderança focada nas pessoas, e uma liderança responsável, inclusiva e orientada por princípios.
Segundo a responsável, o impacto da liderança já não advém apenas do controle ou da expertise técnica, mas da capacidade do líder de criar e cultivar conexões significativas, de gerir a ambiguidade com clareza de visão, de interpretar e antecipar as tendências do setor do negócio, de conhecer e fortalecer as equipas e de integrar a tecnologia em simultâneo, de comunicar uma direção mesmo quando nem tudo está ainda definido, para agir de forma colaborativa, com agilidade e, sobretudo, com capacidade constante de adaptação. No The Lisbon MBA Católica|Nova, essa preparação combina a excelência académica com a metodologia de «action learning», sendo que os alunos não estudam a transformação, lideram- na, em projetos de consultoria, em desafios com empresas parceiras e, sobretudo, no módulo de “Leadership Stream” que visa o desenvolvimento de competências de liderança, com início no autoconhecimento, na capacitação de habilidades interpessoais com foco em valores sólidos e num propósito claro de criar impacto positivo e duradouro. Realizado em parceria com a Marinha Portuguesa, na Escola de Fuzileiros, onde são confrontados com decisões de resposta rápida, sob estresse e em condições de incerteza.
No campo da inovação, a diretora executiva sublinha que inovar é, antes de mais, um exercício de escolha, que passa por identificar onde investir, testar pressupostos e saber quando abandonar uma opção. A tomada de decisão não é ensinada como disciplina isolada, mas é trabalhada de forma transversal, cruzando todas as áreas de negócio: estratégia, finanças, marketing, operações, organização e cultura. Nas simulações de negócio e nos projetos de consultoria com empresas, os alunos decidem com informação incompleta e sob pressão de tempo, desenvolvendo o discernimento necessário para saber o que testar, onde investir e quando parar.
Essa lógica de aprender fazendo estende-se à forma como o programa constrói uma cultura de inovação. Maria José Amich explica que uma cultura de inovação não se limita a incentivar ideias, mas também cria condições para que essas ideias sejam questionadas, testadas e transformadas em decisões concretas. No International MBA, os dois meses de «Action Learning» incluem projetos como o Entrepreneurship Hub, desenvolvido em parceria com a Unicorn Factory, e os “in-company assignments” em que os alunos durante dois meses trabalham numa empresa num projeto estratégico com objetivos concretos. No Executive MBA, a mesma lógica materializa-se na cadeira do Business Project, na qual os alunos aplicam os conhecimentos e ferramentas adquiridos ao longo do programa a um desafio empresarial real. Em equipa, são chamados a analisar um problema ou oportunidade de negócio, integrando diferentes perspetivas de gestão. Desenvolvem soluções estratégicas, inovadoras e exequíveis, sustentadas por uma análise rigorosa, que culmina na apresentação das suas recomendações e potencial impacto do negócio.
A integração da inteligência artificial mantém-se como um dos eixos estruturantes do programa. Para a responsável, as competências puramente técnicas tornam- -se cada vez mais um ponto de partida e não um fator de diferenciação, cabendo aos líderes do futuro combinar literacia tecnológica com pensamento estratégico, criatividade e discernimento crítico para interpretar, questionar e decidir com responsabilidade sobre o que a IA produz.
No The Lisbon MBA Católica| Nova, a IA está integrada de forma transversal em todas as cadeiras, da área de marketing às finanças, e o currículo inclui ainda disciplinas dedicadas, como «Artificial Intelligence Impact on Business» e «Data-driven Decision Making & Business Analytics ». Ainda assim, a responsável é clara: «Desenvolver competências para interpretar e utilizar IA no negócio, combinado com o pensamento crítico, a capacidade de olhar para os problemas com uma mentalidade empreendedora, a par do desenvolvimento de competências interpessoais, de comunicação e adaptabilidade, é o foco do nosso MBA e o que as organizações procuram nos seus gestores para liderar com impacto positivo e sustentável».
À medida que a IA assume uma parte crescente das tarefas de análise e execução, o valor de um líder desloca-se para aquilo que a tecnologia não consegue replicar. O pensamento crítico é trabalhado diariamente na discussão de casos reais, em que não basta chegar a uma conclusão, sendo preciso defendê-la perante colegas de formações e culturas diferentes. A criatividade é treinada através de projetos de inovação e empreendedorismo e da imersão no MIT Sloan, em Boston, enquanto a capacidade de decisão se consolida com a repetição, em ambientes de elevada exigência, até se tornar reflexo e não apenas conhecimento teórico.
Esta maior presença da tecnologia também levanta novos desafios éticos. Maria José Amich considera que o verdadeiro desafio da liderança na era da IA está em manter a inteligência humana no centro do processo de decisão, garantindo que a tecnologia sirva o julgamento humano e não o substitua. Isso exige dos líderes um pensamento crítico apurado para interpretar e questionar as respostas da IA, bem como uma consciência clara dos seus limites, enviesamentos e implicações sobre privacidade, equidade e transparência. Por isso, sublinha, a ética empresarial está integrada de forma transversal ao lado da IA e do ESG em todo o currículo académico.
A crescente digitalização das organizações ainda coloca o desafio de manter relações de proximidade e confiança à distância. Segundo a responsável, a distância física não pode significar distância humana, o que exige comunicar com mais frequência e transparência, criar momentos de escuta ativa e confiar mais na autonomia das equipas do que no controlo direto. Desde 2025 que o próprio The Lisbon MBA Executive funciona num modelo híbrido, com sessões presenciais uma vez por mês, de quinta a sábado, complementadas por aulas online, permitindo aos alunos, muitos deles já em posições de liderança nas respetivas A crescente digitalização das organizações ainda coloca o desafio de manter relações de proximidade e confiança à distância. Segundo a responsável, a distância física não pode significar distância humana, o que exige comunicar com mais frequência e transparência, criar momentos de escuta ativa e confiar mais na autonomia das equipas do que no controlo direto. Desde 2025 que o próprio The Lisbon MBA Executive funciona num modelo híbrido, com sessões presenciais uma vez por mês, de quinta a sábado, complementadas por aulas online, permitindo aos alunos, muitos deles já em posições de liderança nas respetivas A crescente digitalização das organizações ainda coloca o desafio de manter relações de proximidade e confiança à distância. Segundo a responsável, a distância física não pode significar distância humana, o que exige comunicar com mais frequência e transparência, criar momentos de escuta ativa e confiar mais na autonomia das equipas do que no controlo direto. Desde 2025 que o próprio The Lisbon MBA Executive funciona num modelo híbrido, com sessões presenciais uma vez por mês, de quinta a sábado, complementadas por aulas online, permitindo aos alunos, muitos deles já em posições de liderança nas respetivas empresas, praticar essa gestão das relações à distância. A esta experiência junta-se uma novidade do Leadership Stream do próximo programa EMBA que começa em outubro, com uma semana em modo imersivo na Vlerick Business School, em Bruxelas, centro da liderança europeia.
A diversidade cultural das turmas continua a ser central no modelo pedagógico. Com alunos de mais de 25 nacionalidades distribuídos pelos dois programas, o The Lisbon MBA procura criar aquilo que Maria José Amich descreve como «fricção intelectual», um confronto produtivo entre perspetivas diferentes, nem sempre convergentes, que resulta em discussões enriquecedoras e melhores recomendações de solução para problemas complexos. Esta jornada transformadora do MBA intensifica- se com imersões internacionais no MIT Sloan, em Boston, e com programas de intercâmbio com MBAs de topo, como St Gallen, Esade, Fundação Dom Cabral e Vlerick Business School.
Adicionalmente, os alunos têm a opção de participar na “Study Mission Singapore”, com uma semana de imersão focada em aprender como fazer negócio na Ásia, com visitas a empresas e uma forte componente de networking com executivos de topo de organizações diversas, como banca, hospitality, indústria, grande consumo e retalho, entre outros.
A parceria com o MIT Sloan continua a ser um dos ativos diferenciadores do programa. O The Lisbon MBA Católica|Nova é o único MBA na Europa a oferecer aos alunos uma imersão académica no MIT Sloan School of Management, uma colaboração pioneira que celebra 20 anos em 2027. Os alunos do International MBA cumprem um mês completo no campus de Boston e os do Executive MBA uma semana intensiva, com docentes do MIT Sloan em áreas como empreendedorismo, inovação tecnológica e transformação digital dos negócios.
Segundo a diretora executiva, o que torna esta experiência única não é apenas o prestígio da instituição, mas também estar dentro do ecossistema, em contacto com investidores, empreendedores e centros de inovação como o Martin Trust Center. Os graduados recebem ainda o estatuto de MIT Sloan Affiliate Alumni, uma rede global que os acompanha ao longo de suas carreiras.
Questionada sobre os principais desafios a médio prazo, a diretora executiva aponta uma dupla transformação, a da sustentabilidade e a da inteligência artificial, a decorrer em simultâneo, à qual se soma a necessidade de continuar a atrair, desenvolver e reter talento numa força de trabalho cada vez mais diversa em expectativas e formas de trabalhar. O papel do The Lisbon MBA Católica|Nova, sublinha, passa por continuar a formar “principled leaders” que integram competências cognitivas, como o pensamento estratégico e crítico, com competências de execução e de liderança, para gerir e liderar de forma inclusiva e com impacto no negócio e na sociedade.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, pós-graduações & formação de executivos”, publicado na edição de Setembro (n.º 246) da Executive Digest.














