Meghan Markle, mulher de Harry, referiu, na entrevista com Oprah Winfrey em março última, a família real britânica como “the firm” (uma “empresa”) – um nome que tenta descrever a operação multimilionária por trás da monarquia que geralmente é envolta em mistério. Nunca houve uma contabilidade pública completa dos funcionários e voluntários que trabalham nos bastidores do Palácio de Buckingham mas a revista americana ‘Insider’ apresentou uma lista o mais abrangente possível de cargos na casa real – segundo os dados disponíveis, são 1.133 funcionários, voluntários e funções cerimoniais na casa real.
Desde o círculo restrito dos assessores mais próximos da rainha Isabel II até às centenas de funcionários diários – excluindo os funcionários de outros membros da realeza, incluindo o príncipe Carlos e os Cambridge, funcionários pagos pela fortuna pessoa da rainha.
O artigo apontou a necessidade de o público em saber o quão vasto é o negócio da rainha. A família real britânica ajuda a moldar a perceção popular da monarquia, auxilia a rainha no seu papel como chefe de Estado e beneficiou de 103,1 milhões de euros em fundos dos contribuintes no ano fiscal que terminou a 31 de março de 2021.
A família real funciona como um ramo independente do Governo do Reino Unido: a rainha e outros membros da realeza representam o país em reuniões com dignitários estrangeiros e fazem viagens oficiais ao exterior para apoiar negociações comerciais e outros interesses nacionais do Reino Unido, tudo às custas do contribuinte. O Governo do Reino Unido frequentemente ‘emprega’ a família real nas suas “ofensivas de charme” para consolidar alianças com outros países.
O Palácio de Buckingham é composto por secretários particulares, oficiais de ligação com o Governo e oficiais dos media que ajudam a rainha a representar o Reino Unido e a proteger a Coroa de escândalos e supervisão pública. Esses funcionários não são divulgados da mesma forma que cargos semelhantes sob um funcionário eleito seriam.
Um porta-voz do Palácio de Buckingham, em declarações à ‘Insider’, contestou as conclusões mas não forneceu correções específicas ou informações adicionais. O banco de dados “não reflete uma imagem precisa da Casa Real e das suas operações”, apontou o porta-voz. “É dececionante encontrar imprecisões gritantes e informações desatualizadas sendo usadas para uma série de alegações mal informadas e infundadas sobre as operações da Casa Real.”












