Teve o crédito habitação recusado? É assim que pode melhorar as hipóteses de aprovação

Situações como histórico de crédito negativo ou instabilidade profissional continuam a ser os principais motivos de recusa. Especialistas recomendam preparação e comparação entre instituições.

Executive Digest com ComparaJá.pt
Abril 10, 2025
8:15

A recusa de um crédito habitação é, para muitos portugueses, um revés num momento determinante da vida: a compra da primeira casa. Apesar de ser um cenário relativamente comum, continua a ser pouco compreendido por quem o vive. No entanto, entender as razões da recusa é o primeiro passo para reverter a situação e avançar com maior confiança.

Segundo o ComparaJá, plataforma de intermediação de crédito registada no Banco de Portugal, são várias as razões que levam os bancos a recusar pedidos de financiamento — sendo os mais comuns o histórico de crédito negativo, a taxa de esforço elevada, instabilidade laboral e avaliações desfavoráveis do imóvel.



 

Porque pode ser recusado um crédito habitação?
  • Histórico de crédito: Atrasos em pagamentos ou incumprimentos anteriores são frequentemente sinalizados pelas instituições financeiras como indicadores de risco.
  • Taxa de esforço: Se o valor da prestação representar uma parte demasiado elevada do rendimento mensal, o pedido pode ser recusado. Os bancos preferem que a taxa de esforço não ultrapasse os 30% a 35%.
  • Tipo de vínculo profissional: Contratos a termo, rendimentos variáveis ou profissões com menor estabilidade podem ser interpretados como fatores de risco.
  • Avaliação do imóvel: Se o valor estimado pelo banco for inferior ao da compra, a entidade pode não financiar o montante pretendido.
  • Idade e perfil financeiro: Ser demasiado jovem, sem histórico, ou já próximo da idade da reforma, também pode influenciar a decisão final.
O que fazer depois de uma recusa?

Para quem recebeu uma resposta negativa ao pedido de crédito habitação, existem vários caminhos a seguir:

  • Consultar o Mapa de Responsabilidades de Crédito no Banco de Portugal e verificar se há registos em atraso ou incorretos.
  • Reduzir a taxa de esforço, liquidando outros créditos ou aumentando o rendimento disponível.
  • Reforçar a estabilidade profissional, sobretudo antes de uma nova candidatura.
  • Renegociar com o banco, ajustando o valor do empréstimo, prazo ou tentando melhorar as garantias.
  • Adicionar um fiador ou um segundo titular com bom perfil financeiro pode também aumentar a probabilidade de aprovação.
  • Contactar outras instituições bancárias — os critérios variam e pode encontrar soluções mais adequadas ao seu caso específico.
Intermediação gratuita e comparação: um aliado na hora de decidir

Uma das recomendações mais relevantes para quem viu o crédito habitação ser recusado é simular propostas em vários bancos com apoio profissional. Intermediários de crédito autorizados pelo Banco de Portugal, oferecem um serviço gratuito que ajuda o consumidor a perceber quais são as soluções mais viáveis e vantajosas para o seu perfil.

“A recusa de um crédito não significa o fim do processo. Muitas vezes, trata-se apenas de encontrar a instituição certa ou de ajustar ligeiramente o perfil do cliente. Com o apoio certo, há quase sempre alternativas”, explica Bruno Garcia, especialista em crédito habitação.

A importância de manter o nome limpo

Por fim, importa reforçar a importância de manter o histórico de crédito limpo. Para isso, deve verificar regularmente a sua situação no Banco de Portugal e, em caso de erros, solicitar correções junto das entidades credoras.

Estar bem informado, preparar-se com antecedência e comparar várias propostas são as melhores estratégias para aumentar a probabilidade de aprovação e garantir que o crédito habitação é um passo seguro — e não um obstáculo — na concretização de um projeto de vida.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.