`Teste do pezinho´ permitiu identificar 118 casos de doença que afeta glóbulos vermelhos

O Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN) identificou 118 casos de drepanocitose, uma patologia que afeta os glóbulos vermelhos e que foi incluída no conjunto de doenças rastreadas pelo chamado “teste do pezinho” em maio de 2021.

Executive Digest com Lusa

O Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN) identificou 118 casos de drepanocitose, uma patologia que afeta os glóbulos vermelhos e que foi incluída no conjunto de doenças rastreadas pelo chamado “teste do pezinho” em maio de 2021.

Segundo adiantou hoje o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), a drepanocitose foi a mais recente patologia a ser integrada no grupo de doenças rastreadas pelo “teste do pezinho”, no seguimento de uma proposta feita em 2016 pela Associação Portuguesa de Pais e Doentes com Hemoglobinopatias.

De acordo com o instituto, na sequência da apreciação pela comissão técnica nacional e avaliada a viabilidade a nível laboratorial pela comissão executiva do PNRN, foi dada “luz verde” para a realização de um estudo piloto, que já rastreou 100 mil recém-nascidos ao longo de dois anos, para decidir se a drepanocitose seria incluída no painel das doenças abrangidas pelo programa.

O Dia Internacional da Drepanocitose, ou Dia Mundial de Consciência sobre a Doença Falciforme, assinala-se hoje, tendo sido criado em 2008 pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de chamar a atenção para uma doença do sangue que é genética e que afeta os glóbulos vermelhos, causando dores intensas e anemias, com impacto na qualidade de vida dos doentes.

O PNRN realiza, desde 1979, testes de rastreio em todos os recém-nascidos de algumas doenças graves, o chamado “teste do pezinho”, que permitem identificar as crianças que sofrem de doenças quase sempre genéticas, que podem beneficiar de tratamento precoce.

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Atualmente, são 26 as doenças rastreadas no âmbito do programa.

O rastreio neonatal continua a ser um “programa nacional de grande sucesso, revelando elevada qualidade, ilustrada pela taxa de cobertura superior a 99% dos recém-nascidos e pelo início da intervenção terapêutica” numa média de 10 dias, salientou ainda o INSA.

Em 2023, foram estudados 85.764 recém-nascidos no âmbito do PNRN, mais 2.328 “testes do pezinho” comparativamente a 2022 (83.436).

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Durante 2023, foram diagnosticados 150 casos, 54 de doenças hereditárias do metabolismo, 50 de hipotiroidismo congénito, seis de fibrose quística, 34 de drepanocitose e seis casos de atrofia muscular espinal.

Desde 1979 e até final de 2023, foram rastreados mais de 4,2 milhões de recém-nascidos e identificados 2.692 casos de doenças raras, possibilitando que todos os doentes iniciassem de imediato um tratamento específico, segundo o instituto.

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