A Austrália continua em choque após o ataque antissemita na praia de Bondi, em Sydney, que matou 15 pessoas durante a celebração do Hanukkah, no passado dia 14. De acordo com documentos judiciais e informações da polícia, os acusados, pai e filho, prepararam o ataque com meses de antecedência, participaram em treinos com armas de fogo e lançaram engenhos explosivos improvisados, incluindo bombas de bolas de ténis, que não detonaram, contra a multidão.
O pai, Sajid Akram, de 50 anos, foi morto pela polícia no local. O filho, Naveed Akram, de 24 anos, sobreviveu e, após acordar do coma, foi acusado de 59 crimes, incluindo 15 homicídios, 40 acusações de causar danos com intenção de homicídio aos sobreviventes e um ato de terrorismo. A polícia encontrou bandeiras do Estado Islâmico (EI) no veículo dos suspeitos e pelo menos dois engenhos explosivos improvisados.
Segundo relatos, o pai e o filho gravaram vídeos justificando o ataque, jurando fidelidade ao grupo radical Estado Islâmico. Antes do tiroteio, realizaram um treino com armas numa zona rural de Nova Gales do Sul e visitaram a praia de Bondi para reconhecimento. O ataque é considerado o pior tiroteio em massa na Austrália desde 1996, quando um atirador matou 35 pessoas na Tasmânia.
Em resposta, o estado de Nova Gales do Sul aprovou novas leis de armas e segurança pública. A legislação restringe ainda mais a posse de armas, limita o número de armas a quatro por indivíduo (com exceções para agricultores) e exige a nacionalidade australiana para obter licença de porte. As reformas proíbem a exibição de símbolos terroristas e conferem à polícia poderes acrescidos durante assembleias públicas.
Chris Minns, primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, afirmou que as medidas representam “as reformas mais rigorosas do país no domínio das armas de fogo” e que, apesar da oposição parlamentar e pública, são essenciais para proteger os cidadãos.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, reforçou o compromisso do governo em combater o extremismo e o discurso de ódio. “Não permitiremos que os terroristas inspirados pelo Estado Islâmico vençam. Não deixaremos que dividam a nossa sociedade”, declarou, apelando a uma resposta unida e urgente contra o terrorismo.














