Termómetros aproximam-se hoje dos 40 graus: calor intenso antecede chegada das poeiras do Saara e possível chuva de lama

Reforço do anticiclone no Atlântico, ligeiramente a oeste da Península Ibérica, favorecerá a manutenção de tempo seco, estável e maioritariamente soalheiro

Executive Digest

Portugal continental terá esta quinta-feira um dia de verão marcado por uma acentuada subida das temperaturas no interior e por uma nortada moderada a forte junto ao litoral. Os termómetros poderão alcançar os 38 graus nas regiões mais quentes, enquanto as rajadas de vento poderão chegar aos 70 quilómetros por hora em zonas costeiras mais expostas.

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O reforço do anticiclone no Atlântico, ligeiramente a oeste da Península Ibérica, favorecerá a manutenção de tempo seco, estável e maioritariamente soalheiro. Ao mesmo tempo, a formação de uma depressão térmica no interior da Península deverá fazer subir as temperaturas máximas, sobretudo no Centro e Sul do território.

De acordo com as previsões do ‘Tempo.pt’ e do ‘Luso Meteo’, as regiões mais quentes do Nordeste Transmontano, Beira Baixa, Alto Alentejo e dos vales do Tejo, Sado e Guadiana poderão registar máximas entre 35 e 38 graus. Castelo Branco deverá aproximar-se dos 38 graus e Beja dos 36, enquanto Lisboa poderá chegar aos 30 graus.

A diferença entre o litoral e o interior continuará, contudo, a ser significativa. A influência marítima deverá manter as máximas entre os 22 e os 27 graus em grande parte da faixa costeira ocidental, embora alguns pontos mais abrigados possam registar valores superiores.

O céu estará pouco nublado ou limpo na maior parte do território. Durante a manhã, poderão formar-se neblinas ou nuvens baixas no litoral Norte e Centro, que deverão dissipar-se progressivamente, apesar de poderem persistir durante mais tempo em alguns locais junto à costa.

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A nortada será um dos elementos mais relevantes do estado do tempo. O vento deverá soprar de norte ou noroeste, moderado a forte no litoral e nas terras altas, sobretudo durante a tarde, com rajadas entre 50 e 70 quilómetros por hora. Os distritos de Leiria e Lisboa estarão entre as zonas onde o vento poderá ser mais intenso.

A combinação de temperaturas elevadas, vento forte e vegetação seca poderá também agravar o perigo de incêndio rural, sobretudo nas regiões do interior e em áreas expostas à nortada. O IPMA prevê para esta quinta-feira céu geralmente pouco nublado ou limpo e uma subida da temperatura máxima.

Nos Açores, o cenário será diferente. Uma depressão atlântica continuará a provocar céu muito nublado, chuva ou aguaceiros, que poderão ser localmente fortes durante a manhã, sobretudo nos grupos Central e Oriental. Não está também excluída a ocorrência de trovoada.

Na Madeira, o anticiclone continuará a garantir tempo seco e soalheiro, embora possam surgir nuvens nas vertentes norte e nas zonas montanhosas. As temperaturas poderão voltar a atingir os 30 graus, com valores acima do habitual para a época.

Quinta e sexta-feira deverão ser os dias mais quentes da semana. Na sexta-feira, algumas localidades da Beira Baixa, do Baixo Alentejo e do Sotavento Algarvio poderão aproximar-se dos 39 graus, enquanto o litoral continuará mais fresco devido à influência marítima.

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A partir de sexta-feira, o céu poderá também ganhar uma tonalidade esbranquiçada ou acastanhada devido à chegada de uma pluma de poeiras provenientes do Saara. Segundo o Tempo.pt, a concentração destas partículas deverá aumentar durante sexta-feira e atingir o ponto máximo no sábado, abrangendo praticamente todo o território continental.

As poeiras poderão depositar-se sobre automóveis, ruas e edifícios, pelo que poderá não ser o melhor momento para lavar o carro ou deixar roupa a secar no exterior. Caso os aguaceiros previstos para algumas zonas do Norte e Centro coincidam com a presença das partículas em suspensão, poderá ocorrer pontualmente o fenómeno conhecido como “chuva de lama”.

No sábado, as temperaturas deverão começar a descer, sobretudo no interior Norte e Centro. A tendência de descida poderá prolongar-se até domingo, dia em que as poeiras do Saara deverão já ter abandonado os céus de Portugal continental.

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