O jovem de 18 anos suspeito de planear um ataque terrorista na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), encontra-se, desde sexta-feira, isolado num quarto do Hospital Prisional de Caxias, em Oeiras, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).
Segundo a mesma publicação, João não tem direito a visitas da família, só do seu advogado, estando fechado num quarto da ala de Psiquiatria, com apenas uma hora de recreio por dia, depois de ter sido ouvido pela juíza.
O tribunal, recorde-se, decretou a medida de coação de prisão preventiva por indícios de terrorismo e posse de arma ilegal, com o jovem a ser levado na sexta-feira do Campus de Justiça em Lisboa, para o Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), onde fez o registo no sistema informático das prisões.
Durante a cerca de uma hora que esteve no EPL, João começou a mostrar perturbações, com a família a revelar às autoridades que tinha sido diagnosticado com a síndrome de Asperger, em criança, escreve o ‘CM’.
Depois de ter dito várias vezes que tinha dores de cabeça, mostrando-se muito nervoso e sem conseguir falar de forma coerente, o chefe daquele turno ordenou que levassem João para o Hospital Prisional de Caxias, onde agora se encontra num período de 10 dias de confinamento preventivo da Covid-19.
Está no Serviço de Psiquiatria, apenas com a presença de médicos e enfermeiros com fatos de proteção contra a pandemia e uma hora de recreio por dia, subindo para duas (uma de manhã e outra à tarde) quando o confinamento terminar, adianta jornal.
De recordar que a Polícia Judiciária (PJ) deteve na quinta-feira um jovem de 18 anos, em Lisboa, suspeito de estar a preparar um atentado terrorista contra a FCUL. O ataque seria alegadamente cometido no dia seguinte pelo estudante de engenharia que tencionava matar vários colegas.
“Face à gravidade das suspeitas, foi atribuída a máxima prioridade à investigação, que permitiu ontem interromper a atividade criminosa em curso”, informou, em comunicado, a PJ, que apontou que foram apreendidos “vastos elementos de prova, que confirmariam as suspeitas iniciais”.
O ataque visava cometer o maior número possível de homicídios sobre colegas universitários. A investigação foi iniciada há poucas semanas pela Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo (UNCT) com base em informação de congéneres estrangeiras.
O FBI alertou a PJ na última semana. As autoridades americanas detetaram conversas em chats nas quais intervinha o jovem português, onde este anunciava a intenção que tinha de cometer um atentado em Portugal.





