A Associação Portuguesa de Contact Centers (APCC) veio defender publicamente a importância deste setor para a economia e empregabilidade do país, e refutar acusações de que as multinacionais promovem a precariedade salarial.
A APCC contesta assim as declarações proferidas, no passado dia 26 de fevereiro, durante uma manifestação de trabalhadores de Contact Centers em Lisboa que, em plena campanha eleitoral, foram acusadas as multinacionais que prestam serviços na área dos Contact Centers, instaladas em Portugal, de precariedade salarial.
“O período de eleições é propício à lógica momentânea e míope, ao aproveitamento político e ao populismo. Tentaram denegrir todo um Setor que paga um salário médio claramente acima dos 900 euros e que presta serviços essenciais aos cidadãos. Os serviços prestados pelos Contact Center são uma ferramenta essencial para qualquer atividade moderna (pós-venda, assistência técnica ou apoio ao cliente), mas também para a população em geral (linhas de apoio de saúde pública, por exemplo)”, afirmam em comunicado.
A associação sublinha ainda que o setor tem apostado na adoção de Boas Práticas Organizacionais, tanto ao nível social, como ao nível das remunerações e formação, potenciando assim o reconhecimento e valorização dos seus Colaboradores.
A Indústria de Contact Centers emprega mais de 104 mil pessoas e fatura cerca de 3 mil milhões de euros, dos quais 1,8 mil milhões de euros se referem à exportação de serviços.
Recorde-se que os trabalhadores que prestam serviço nas áreas dos ‘call-centers’ e ‘contact center’ cumpriram greve na passada sexta-feira para exigir melhores condições de trabalho.
Os trabalhadores querem a proibição de trabalho aos fins de semana e feriados em todos os serviços que não são de natureza urgente e a justa remuneração dos trabalhadores e o fim dos cortes na remuneração variável aquando de faltas para apoio à família.
Exigem igualmente o alargamento do número de faltas permitidas para apoio à família, sem perda de remuneração, formação para chefias e trabalhadores sobre assédio moral e sexual, assim como a criação de mecanismos de denúncia destes casos nos locais de trabalho.
Os trabalhadores exigem também que todas as empresas com mais de 200 trabalhadores tenham creches junto ao local de trabalho, cantinas com refeições de qualidade a preços baixos, políticas públicas que diminuam o peso das tarefas domésticas, investimento na saúde e educação, uma rede de creches e berçários públicos e apoio real às vítimas de violência de género.












