Dois porta-aviões dos EUA estão a realizar exercícios militares no disputado Mar do Sul da China este sábado, de acordo com informações da marinha dos EUA, avançadas pelo ‘Wall Street Journal’ (WSJ).
Esta actividade surge na mesma altura em que a China também realiza exercícios militares que foram criticados pelo Pentágono e pelos estados vizinhos, um sinal que é visto como uma clara mensagem da diplomacia americana de que não aprecia o reforço militar de Pequim na região.
Segundo um comunicado da marinha norte-americana, o USS Nimitz e o USS Ronald Reagan estão a realizar operações e exercícios no Mar da China Meridional «para apoiar um Indo-Pacífico livre e aberto», contudo não foram dadas informações sobre o local concreto, onde se realizam os exercícios.
Sabe-se apenas que se realizam no Mar da China Meridional, que se prolonga por cerca de 1.500 quilómetros, 90% dos quais são reivindicados pela China.
«O objectivo é mostrar um sinal inequívoco aos nossos parceiros e aliados de que estamos comprometidos com a segurança e a estabilidade regional», disse o almirante George M. Wikoff ao Wall Street Journal, que relatou os exercícios pela primeira vez.
Wikoff, comandante do grupo de ataque liderado por Ronald Reagan, disse que os exercícios não eram uma resposta aos realizados pela China e que o Pentágono criticou esta semana como «contraproducentes em relação aos esforços para aliviar tensões e manter a estabilidade».
A China rejeitou as críticas dos EUA aos seus exercícios na sexta-feira e sugeriu que o país seria o culpado pelo aumento das tensões.
Os porta-aviões dos Estados Unidos há muito que praticam exercícios no Pacífico Ocidental, inclusive no Mar da China Meridional, de acordo com a marinha americana.
A China anunciou na semana passada que tinha programado cinco dias de exercícios a partir de 1 de Julho perto das Ilhas Paracel, reivindicadas pelo Vietname e pela China.
O Vietname e as Filipinas também criticaram os planeados exercícios chineses, alertando que poderiam criar tensões na região e causar um impacto negativo no relacionamento de Pequim com os seus vizinhos.
Os Estados Unidos acusam a China de tentar intimidar os vizinhos asiáticos que desejam explorar as suas extensas reservas de petróleo e gás. Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietname também reivindicam partes do Mar da China Meridional, através das quais passam cerca de três milhares de milhões de comércio a cada ano.
Segundo declarações dos EUA, os exercícios navais deram aos comandantes a flexibilidade e os recursos «que somente a Marinha dos EUA pode comandar».




