Tendo com o pano de fundo o inquérito ao Lar de Reguengos, e diante das críticas do primeiro-ministro, sugerindo que era “fácil ficar no consultório e passar o dia a falar por videoconferência para as televisões, opinando sobre o que acontece aqui e ali”, a Ordem dos Médicos e o Sindicato acusam agora António Costa de estar a abrir uma “guerra no pior momento possível”, avança o ‘Expresso’.
Segundo a publicação, as entidades deixam ainda ficar o aviso; “se Costa não corrigir o tom vai perder o apoio da classe profissional”, exigindo que José Robalo, diretor da Administração Regional de Saúde do Alentejo, saia de funções.
“O senhor primeiro-ministro esteve muito mal. Este não é o momento para abrir uma guerra, é preciso ter sentido de Estado e precisamos de estar todos do mesmo lado. É o pior momento para termos uma greve dos médicos”, sugere Miguel Guimarães, da Ordem dos Médicos ao Expresso.
E quanto a um cenário de greve, o bastonário acrescenta: “Mas alguém gosta de ouvir aquilo? Tenho médicos a dizer ‘assim a gente não trabalha’”, garante, questionando ainda: “Porque é que têm medo que se façam auditorias aos lares? Porquê?”, insiste.
Corroborando esta posição, Jorge Roque da Cunha, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), dirige-se a Costa afirmando: “não tentem matar o mensageiro. Mesmo com pouca cultura democrática, a nós ninguém nos cala. O que fazemos é criticar a incapacidade que o Governo tem tido de apoiar os lares e de investir no Serviço Nacional de Saúde.
Particularmente sobre o diretor da Administração Regional de Saúde do Alentejo, estes responsáveis defendem que deve pedir a suspensão na Ordem, acusando-o de ser “o grande responsável” desta situação.



