O Primeiro-ministro, António Costa, disse hoje durante o debate parlamentar ter “particular pena” da saída de Nuno Freitas da presidência da CP e elogiou o trabalho do executivo “foi muito bom”.
No entanto, o chefe de Governo fez questão de sublinhar que “não está em causa a grande prioridade que o Governo dá à ferrovia”, tendo elencado os novos investimentos do ministério das Infraestruturas e Transportes de Pedro Nuno Santos.
O lamento de Costa serviu de resposta a José Luís Ferreira dos Verdes que acusou o Governo de “asfixiar financeiramente” a empresa que gere os comboios de Portugal.
Nuno Freitas terminou, por vontade própria e antes do tempo, o mandato de presidente da CP. Em entrevista ao jornal ‘Público’, o gestor dá a missão como cumprida mas lamenta “não ter conseguido sanar dívida histórica da CP” nem de “retirar a empresa do perímetro orçamental”.
“Ainda que sem ilusões, o tempo era curto e não foi uma prioridade estabelecida desde o início, lamento que não tenhamos conseguido sanar a dívida histórica e tirar a CP do perímetro orçamental do Estado. Enquanto estes dois pressupostos não estiverem minimamente controlados, a CP enfrentará grandes dificuldades processuais. Estes dois passos são fundamentais para que a CP possa ter futuro”, refere Nuno Freitas.









