Tempo da semana: instabilidade até quinta-feira e seca a ganhar terreno em Portugal

Segundo o ‘Tempo.pt’, a instabilidade deverá fazer-se sentir primeiro no interior Norte, com possibilidade de chuva e trovoada, sobretudo nos distritos de Vila Real e Bragança

Executive Digest

A semana começa com alguma instabilidade em Portugal continental, sobretudo na faixa litoral, devido à influência de uma gota fria que deverá fundir-se com uma depressão atlântica. Depois de vários dias marcados por calor e tempo mais estável, a chuva pode regressar de forma fraca a moderada, mas sem alterar a tendência de fundo: julho deverá continuar quente e seco.

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Segundo o ‘Tempo.pt’, a instabilidade deverá fazer-se sentir primeiro no interior Norte, com possibilidade de chuva e trovoada, sobretudo nos distritos de Vila Real e Bragança. Desde domingo, e já a entrar na nova semana, os efeitos da depressão atlântica deverão deslocar-se para o litoral, devido ao fluxo de oeste, que transportará humidade do oceano para a costa portuguesa.

A precipitação prevista deverá incidir sobretudo na faixa litoral entre Viana do Castelo e Lisboa. Até terça-feira à noite, o distrito de Lisboa poderá acumular até 10 milímetros de precipitação. No litoral Centro e no noroeste, os acumulados poderão superar os 4 milímetros, enquanto noutras zonas costeiras deverão ficar entre 1 e 3 milímetros.

A instabilidade deverá manter-se até ao final da tarde de quinta-feira, ainda que com chuva geralmente fraca a moderada. Depois disso, a previsão aponta para o regresso das altas pressões e para uma atmosfera mais estável, sinal de que a chuva deverá ser apenas uma interrupção temporária no padrão seco que tem marcado este início de verão.

O IPMA indica, na sua previsão descritiva, tempo quente em Portugal continental, com céu pouco nublado ou limpo, mas também períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro e possibilidade de aguaceiros e trovoadas dispersos no interior durante a tarde. Há ainda possibilidade de neblina ou nevoeiro em alguns locais da faixa costeira ocidental.

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Este episódio de instabilidade chega depois de um junho muito quente e muito seco. De acordo com o IPMA, junho de 2026 teve uma temperatura média de 22,41 graus, 2,06 graus acima da normal climatológica de 1991-2020, tornando-se o quarto junho mais quente desde 1931. O mês registou ainda duas ondas de calor e precipitação muito inferior ao habitual.

A precipitação média mensal em Portugal continental ficou em apenas 6,9 milímetros, cerca de 30% do valor normal para junho. O IPMA classificou junho como o 14.º mais seco desde 1931 e o sétimo mais seco desde 2000, referindo ainda o aparecimento de seca meteorológica em vários distritos do litoral Norte e a sul de Coimbra.

Seca começa a sentir particularmente no interior Norte

A ‘Luso Meteo’ sublinha que a seca meteorológica regressou rapidamente devido à combinação entre pouca chuva e forte evapotranspiração, impulsionada pelas temperaturas elevadas. A redução da água disponível no solo foi particularmente acentuada no interior Norte, onde alguns concelhos terminaram junho com valores inferiores a 10%.

Apesar disso, o regresso da seca meteorológica não significa, por si só, que haja uma crise imediata nas barragens. Segundo a análise da ‘Luso Meteo’, as reservas das grandes albufeiras nacionais continuam em bom nível, beneficiando de um inverno e de uma primavera chuvosos. O problema está sobretudo na rapidez com que o solo perdeu humidade e no aumento do risco florestal.

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Para a próxima semana, o ponto essencial é este: haverá alguma chuva no litoral e instabilidade até quinta-feira, mas sem precipitação suficiente para inverter a tendência seca. A influência marítima deverá manter as temperaturas mais contidas em alguns períodos, sobretudo no litoral, mas o cenário dominante para julho continua a ser de tempo quente e com pouca chuva significativa.

A médio prazo, a Luso Meteo antecipa que a seca meteorológica deverá agravar-se e expandir-se ao longo das próximas semanas, com agosto a seguir uma tendência tipicamente quente e seca. Ainda assim, a mesma análise afasta um cenário de alarme imediato no abastecimento, embora defenda vigilância na gestão das reservas de água e na prevenção do risco de incêndio.

Em resumo, a semana arranca com mais nuvens, alguma chuva fraca no litoral e possibilidade de trovoada no interior Norte. Mas, para quem esperava uma mudança profunda no estado do tempo, a resposta é mais cautelosa: a instabilidade será passageira, as altas pressões deverão regressar no final da semana e a seca continuará a ser o tema a acompanhar no resto de julho.

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