No ano passado, Portugal continental registou o terceiro maior número de descargas elétricas atmosféricas, ou raios, desde 2010, representando uma média de 0,30 raios por quilómetro quadrado. No total do ano passado, estalaram na atmosfera 371.614 raios.
Os dados são avançados no ‘Boletim de Descargas Elétricas Atmosféricas’ de 2021, divulgado esta sexta-feira pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), que indica que foi nas regiões do interior Centro e do Sudeste Algarvio que se concentrou o maior número de raios, onde se verificaram densidades médias acima de 3 descargas elétricas por quilómetro quadrado.
Por outro lado, Castelo Branco, Guarda e Viseu estão no topo da lista dos distritos onde mais raios percorreram os céus em 2021.
A análise conclui também que no ano passado se registaram 106 dias de trovoada, um valor que fica abaixo da média de 140,1 dias do período entre 2010 e 2021. Foram também as regiões Norte e Centro que registaram mais dias de trovoada, com especial destaque para Castelo Branco, Viseu, Guarda, Bragança e Vila Real, “com mais de 40 dias [de trovoada]” no ano passado, explicam dos meteorologistas.
Abril, setembro de junho foram os meses de 2021 que registaram “o maior número de dias de trovoada”, ou seja, 19 dias, 14 dias e 11 dias, respetivamente. Contudo, foi em outubro que se registou o maior número de descargas elétricas atmosféricas, com 50% do total de 2021.
Os especialistas do IPMA explicam que a trovoada “resulta da separação de cargas elétricas dentro de uma nuvem, devido ao choque entre partículas, distribuindo-se dentro da nuvem conforme o tamanho e tipo das partículas e as correntes de ar ascendentes ou descendentes dominantes”:






