Tem 8.500 euros parados? Nove gurus de Wall Street dizem exatamente o que deve fazer neste momento

Num contexto de elevada volatilidade nos mercados — marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre os EUA e o Irão, e dúvidas em torno do impacto da inteligência artificial — os investidores procuram respostas para proteger e rentabilizar o seu capital.

André Manuel Mendes

Num contexto de elevada volatilidade nos mercados — marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre os EUA e o Irão, e dúvidas em torno do impacto da inteligência artificial — os investidores procuram respostas para proteger e rentabilizar o seu capital.

Para ajudar a navegar este cenário, nove especialistas de Wall Street partilharam com a Bloomberg as suas recomendações sobre onde investir 10 mil dólares (cerca de 8.500 euros) neste momento, revelando estratégias que vão desde apostas em tecnologia até abordagens mais conservadoras.

Diversificação e setores-chave no radar

O Morgan Stanley defende uma abordagem diversificada. Andrew Pauker, estratega de ações, sugere dividir o investimento por quatro áreas: setor financeiro, saúde, consumo discricionário e grandes tecnológicas — as chamadas “Sete Magníficas” (como Nvidia, Amazon, Apple, Microsoft, Tesla, Meta e Alphabet).

A lógica passa por equilibrar exposição a setores cíclicos, mais sensíveis à economia, com áreas defensivas, como a saúde, ao mesmo tempo que se mantém contacto com empresas de crescimento.

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Também o BNY Investments sublinha a importância da diversificação. Stephanie Pierce recomenda investir em infraestruturas globais (como centros de dados e redes energéticas), ações “value” de grande capitalização e obrigações de elevada qualidade.

Entre a cautela e a oportunidade

Numa perspetiva mais conservadora, Stephen Dover, da Franklin Templeton, aconselha a manter liquidez ou investir em instrumentos de curto prazo, aguardando melhores oportunidades de entrada no mercado.

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O especialista utiliza como referência o índice de volatilidade CBOE Volatility Index, sugerindo que níveis mais elevados poderão sinalizar momentos ideais para investir gradualmente.

Tecnologia e inteligência artificial continuam a atrair

Apesar dos receios em torno da inteligência artificial, Marta Norton, da Empower Investments, mantém uma visão otimista sobre as grandes tecnológicas, sobretudo as mais expostas à IA — como Nvidia, Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta.

Segundo a especialista, estas empresas estão atualmente a negociar a avaliações mais atrativas, o que pode representar uma oportunidade de longo prazo.

Mercados emergentes e ações de média capitalização

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Os mercados emergentes também surgem como uma aposta relevante. Dan Suzuki, da Schroders, considera que estes ativos estão descontados devido ao impacto das tensões geopolíticas, mas têm potencial de valorização no longo prazo.

Já Angelo Kourkafas, da Edward Jones, destaca as ações de média capitalização nos EUA, que combinam avaliações mais baixas com menor exposição a riscos internacionais.

Inflação, dividendos e estratégias defensivas

Num cenário de possíveis pressões inflacionistas, Richard Bernstein, da Janus Henderson Investors, recomenda ações “value”, small caps e investimentos com maior liquidez, além de títulos com dividendos, que garantem fluxo de caixa mais imediato.

Por sua vez, Jeff Weniger, da WisdomTree, aponta oportunidades nos setores de consumo — tanto discricionário como bens essenciais — que poderão beneficiar de uma eventual estabilização dos preços da energia.

Saúde como aposta contracorrente

Por fim, Jeff deGraaf, da Renaissance Macro Research, identifica o setor da saúde como uma oportunidade contracorrente. Após anos de subdesempenho face ao mercado, empresas como Gilead, Amgen e Pfizer poderão estar bem posicionadas para recuperar.

Apesar da incerteza, há um ponto comum entre os especialistas: a importância de manter uma estratégia diversificada e alinhada com o perfil de risco. Entre apostas em tecnologia, mercados emergentes e ativos defensivos, o momento exige equilíbrio — e uma visão de médio a longo prazo.

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