Todos os profissionais dependentes que exerceram as suas funções em teletrabalho no segundo trimestre de 2020, como medida preventiva da Covid-19, ganharam mais 56% do que os restantes, o que equivale a mais 1.311 euros mensais líquidos, avança o ‘Negócios’, que cita dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os números foram retirados de um estudo sobre o teletrabalho, que analisou cerca de 3,5 milhões de trabalhadores e promete continuar a fazê-lo, «enquanto se considerar necessário e houver interesse no tópico em questão», segundo a mesma publicação.
A análise apurou ainda que do total de trabalhadores investigados, 24%, ou seja, cerca de 850 mil «trabalhou sempre ou quase sempre a partir de casa», no período em questão, declarando em média um rendimento salarial liquido mensal de 1.311 euros. Um cenário muito diferente daquele vivido pelos restantes 2,7 milhões de profissionais, cujo rendimento salarial liquido mensal não foi além dos 839 euros.
Importa referir que se a análise incluir também os trabalhadores por conta própria (para os quais ainda não existem dados sobre salários), o total de trabalhadores aumenta para os 4,7 milhões, dos quais 23%, isto é, 1,1 milhões «trabalharam sempre ou quase sempre em casa», sendo que em 91% dos casos, o motivo foi a pandemia do novo coronavírus.




