Teerão aponta o dedo a cinco países árabes e pede compensações por ataques EUA-Israel

Irão acusa Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrain, Qatar e Jordânia de terem “violado as suas obrigações internacionais”

Francisco Laranjeira

O Irão abriu uma nova frente na crise do Médio Oriente ao exigir indemnizações a cinco países árabes, acusando-os de participação indireta nos ataques conjuntos levados a cabo pelos Estados Unidos e por Israel, avança o ‘TRT World’.

Numa carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao presidente do Conselho de Segurança, Jamal Fares Alrowaiei, o representante iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, acusa Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrain, Qatar e Jordânia de terem “violado as suas obrigações internacionais”.

Segundo Teerão, estes países terão permitido o uso do seu território ou infraestruturas para facilitar operações militares contra o Irão, devendo por isso ser responsabilizados e compensar os danos causados durante o conflito.

A acusação surge num contexto de forte escalada regional. As hostilidades intensificaram-se após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, lançados a 28 de fevereiro, desencadeando uma série de retaliações em cadeia.

Antes da entrada em vigor de um cessar-fogo temporário de duas semanas, Teerão respondeu com ataques dirigidos a vários alvos na região, incluindo Israel, Iraque, Jordânia e países do Golfo que acolhem bases militares americanas. O balanço do conflito aponta para milhares de mortos e feridos.

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Mais adiante, o ‘TRT World’ refere que, apesar das tentativas diplomáticas, a tensão mantém-se elevada. Delegações do Irão e dos Estados Unidos participaram em negociações intensas em Islamabad, no Paquistão, que se prolongaram por 21 horas, mas terminaram sem qualquer acordo.

A exigência de indemnizações representa assim um novo capítulo na crise, podendo agravar ainda mais as relações entre Teerão e os países árabes da região — e complicar os esforços internacionais para alcançar uma solução diplomática duradoura.

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