Tecnologia contactless não deve estar activa por definição nos cartões, defende DECO

Este método não deve ser predefinido, em especial porque actualmente o limite dos pagamentos através desta tecnologia foi alargado de 20 euros para 50 euros, segundo a DECO.

Revista de Imprensa

A tecnologia contactless, utilizada nos cartões multibanco para evitar que seja inserido o pin nos pagamentos, não deve vir activa por definição, quem o diz é o economista da Associação Para a Defesa do Consumidor (DECO), Vinay Pranjivan, citado pela TSF.

O responsável considera que este método não deve ser predefinido, em especial porque actualmente o limite dos pagamentos através desta tecnologia foi alargado de 20 euros para 50 euros, o que pode ser ainda mais perigoso. Na sua opinião, deve ser «o consumidor a dizer que quer que essa tecnologia seja activada».

Para fundamentar a sua opinião, Pranjivan argumenta que se o contactless estiver activo, quando um utilizador perde o cartão ou lhe é roubado, «a pessoa que o encontrou pode fazer uma transacção de 50 euros pelo menos três vezes por dia», enquanto o cartão não é cancelado por ordem do proprietário. Apesar disso, para já, não há qualquer ocorrência de fraude em Portugal, usando essa tecnologia.

Por último, o especialista apela a que os utilizadores tenham muita atenção para que não percam o cartão multibanco. «A possibilidade de uma transacção sem conhecimento por perda do cartão aumenta a responsabilidade que passou de 20 euros para 50 euros», sublinha.

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