Técnicos auxiliares de saúde estão hoje em greve nacional para exigir melhores condições e reconhecimento da carreira

A paralisação, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte e pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, promete ter um impacto significativo nos serviços de saúde em todo o país.

Pedro Gonçalves
Março 7, 2025
6:30

Os técnicos auxiliares de saúde (TAS) iniciam esta sexta-feira uma greve nacional de 24 horas para exigir a transição de todos os trabalhadores para a carreira, a subida de níveis remuneratórios, a atribuição do nível de complexidade 2 e o reconhecimento da penosidade e do risco inerente à função. A paralisação, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte e pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, promete ter um impacto significativo nos serviços de saúde em todo o país.

A greve, que decorre desde a meia-noite até às 24h, abrange hospitais e unidades de saúde de norte a sul do país. Os trabalhadores denunciam a falta de valorização da sua profissão e a ausência de medidas concretas por parte do governo para melhorar as suas condições de trabalho. “Exigimos respeito pela nossa profissão, que é fundamental para o funcionamento dos hospitais e centros de saúde. Não podemos continuar a ser ignorados”, afirmam os sindicatos organizadores da paralisação.

Ao longo do dia, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais promove diversas conferências de imprensa para avaliar o impacto da greve e reforçar as reivindicações dos trabalhadores.

Em Lisboa, a primeira conferência decorre logo à meia-noite, no Hospital de Santa Maria, com a participação de Elisabete Gonçalves. Às 10h30, o Hospital de São José será palco de uma nova declaração à imprensa.

No Porto, a conferência acontece às 8h00, nas consultas externas do Hospital de São João, contando com a presença de Orlando Gonçalves.

Em Aveiro, a Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro recebe a comunicação sindical às 9h00, conduzida por Paulo Oliveira.

Já em Coimbra, a conferência realiza-se às 10h00, no Hospital da Universidade de Coimbra, com a intervenção de Carlos Fontes.

Os técnicos auxiliares de saúde exigem mudanças estruturais na sua carreira, nomeadamente:

  • A transição de todos os trabalhadores que exercem funções de TAS para a carreira correspondente.
  • A subida imediata de níveis remuneratórios, considerando o aumento do custo de vida e a importância do trabalho desempenhado.
  • A atribuição à carreira do nível de complexidade 2, garantindo um enquadramento profissional mais adequado.
  • O reconhecimento da penosidade e do risco inerente à profissão, fator essencial para uma melhor valorização e proteção dos trabalhadores.

Os sindicatos alertam para o impacto que a desvalorização desta profissão tem na qualidade dos serviços prestados aos utentes e reafirmam que continuarão a lutar até que estas exigências sejam atendidas. “A greve de hoje é um sinal claro de que não vamos aceitar mais promessas vazias. Precisamos de medidas concretas e urgentes”, sublinham os representantes sindicais.

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