Taxa mista recupera em novembro, mas ainda abaixo de níveis históricos

Apesar da subida da taxa mista, os portugueses continuam cautelosos na escolha do crédito habitação. Os consumidores estão cada vez mais atentos às condições contratuais e à evolução das taxas, preferindo soluções que equilibrem risco e previsibilidade

Executive Digest com ComparaJá.pt

A taxa mista no crédito habitação voltou a subir em novembro, alcançando 71,1%, mais 4,2 pontos percentuais face a outubro, segundo o último relatório de crédito habitação do ComparaJá. Apesar da recuperação, o valor mantém-se significativamente abaixo dos 85,1% registados no mesmo mês de 2024, representando uma queda anual de 14 pontos percentuais.

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Por seu lado, a taxa variável registou uma descida para 26,3% (-5 p.p. face a outubro), mas continua muito acima dos 11,9% observados há um ano, refletindo uma maior confiança dos consumidores na descida dos juros. A taxa fixa apresentou um ligeiro aumento para 2,6%, mantendo-se com um peso residual no mercado.

O montante médio financiado voltou a crescer, atingindo 185.086 euros, um aumento de mais de 10 mil euros face a outubro e 27.315 euros face a novembro de 2024. Este crescimento surge num contexto de alargamento dos prazos médios, agora em 31 anos, para equilibrar o esforço financeiro das famílias.

Pedro Castro, Head of Operations de Crédito Habitação no ComparaJá, sublinha que “as diferenças de comportamento entre faixas etárias estão cada vez mais evidentes: quem tem mais de 35 anos consegue reduzir a prestação mensal aumentando a entrada inicial, enquanto os mais jovens assumem um esforço maior para beneficiar de condições bancárias mais favoráveis”.

O relatório revela ainda que a EURIBOR a 12 meses subiu para 67,1%, refletindo uma procura crescente por estabilidade a médio prazo, enquanto a EURIBOR a 6 meses caiu para 29,5%. Estes movimentos reforçam a tendência de escolha por taxas mistas em detrimento das variáveis.

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Apesar da subida da taxa mista, os portugueses continuam cautelosos na escolha do crédito habitação. Os consumidores estão cada vez mais atentos às condições contratuais e à evolução das taxas, preferindo soluções que equilibrem risco e previsibilidade.

Este comportamento reflete uma maturidade crescente no mercado, com famílias a privilegiarem a segurança financeira a longo prazo, em vez de apenas perseguirem a taxa mais baixa do momento.

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