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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 06 Aug 2026 06:10:05 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Ponte 25 de Abril celebra hoje 60 anos. Conheça a história e o espetáculo de 500 drones que vai iluminar o Tejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:30:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Organizada pela Infraestruturas de Portugal, Lusoponte e Fertagus, a iniciativa está marcada para as 00h00 desta quinta-feira. Os drones levantarão voo junto ao Cristo Rei, na margem sul, sendo o espetáculo visível a partir da zona das Docas, em Lisboa. A cerimónia contará com a presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ponte 25 de Abril assinala esta quinta-feira o seu 60.º aniversário com um espetáculo inédito de cerca de 500 drones sobre o rio Tejo, que promete revisitar a história daquela que continua a ser uma das maiores obras de engenharia em Portugal.</p>
<p>Organizada pela Infraestruturas de Portugal, Lusoponte e Fertagus, a iniciativa está marcada para as 00h00 desta quinta-feira. Os drones levantarão voo junto ao Cristo Rei, na margem sul, sendo o espetáculo visível a partir da zona das Docas, em Lisboa. A cerimónia contará com a presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.</p>
<p>Segundo as entidades organizadoras, os cerca de 500 drones vão desenhar no céu uma &#8220;viagem no tempo&#8221;, recriando momentos da construção, da evolução e da importância que a ponte assumiu ao longo das últimas seis décadas na mobilidade e no desenvolvimento da região de Lisboa.</p>
<p><strong>Uma ponte que mudou Lisboa para sempre</strong></p>
<p>Embora os primeiros projetos para ligar as duas margens do Tejo remontem a 1879, foi apenas em 1962 que arrancou a construção da ponte, concluída em apenas 45 meses.</p>
<p>A obra mobilizou 14 empresas de construção civil, envolveu cerca de 3.000 trabalhadores e, infelizmente, registou a morte de quatro operários durante os trabalhos.</p>
<p>Quando foi inaugurada, a 6 de agosto de 1966, a infraestrutura recebeu o nome de Ponte de Salazar, em referência ao então chefe do Governo. Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, passou a adotar o nome pelo qual é hoje conhecida.</p>
<p><strong>Da estrada ao comboio</strong></p>
<p>Inicialmente, a ponte dispunha de quatro faixas de rodagem. Em 1990 foi acrescentada uma quinta faixa reversível e, em 1998, entrou em funcionamento a sexta via, passando a existir três faixas em cada sentido.</p>
<p>A maior transformação chegou em 1999, com a entrada em funcionamento do tabuleiro ferroviário inferior, permitindo a circulação de comboios entre Lisboa e a margem sul.</p>
<p>Atualmente, a Ponte 25 de Abril é atravessada diariamente por cerca de 300 mil passageiros ferroviários e por aproximadamente 150 mil automóveis, mantendo-se como um dos principais eixos de mobilidade do país.</p>
<p><strong>Uma obra de engenharia com números impressionantes</strong></p>
<p>Além de ser um dos símbolos mais reconhecidos de Lisboa — frequentemente comparada à Golden Gate, em São Francisco, devido à sua cor e estrutura suspensa — a Ponte 25 de Abril continua a impressionar pelas suas dimensões.</p>
<p>O vão principal mede 1.012,8 metros, enquanto a extensão entre amarrações atinge 2.277,64 metros. As torres elevam-se a 190 metros acima do nível da água e o tabuleiro situa-se a cerca de 70 metros de altura, permitindo a passagem de grandes navios.</p>
<p>Cada um dos dois cabos principais tem quase 59 centímetros de diâmetro e integra 11.248 fios de aço, num total superior a 54 quilómetros de cabo.</p>
<p>Sessenta anos depois da inauguração, a Ponte 25 de Abril continua a ser uma infraestrutura estratégica para o país e um dos mais emblemáticos cartões de visita de Portugal, celebrando agora o seu aniversário com um espetáculo tecnológico que promete transformar o céu de Lisboa durante os primeiros minutos desta quinta-feira.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797918]]></sapo:autor>
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		<title>Último dia para concluir reapreciações dos exames. Professores duvidam que todas as notas saiam na sexta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:15:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Além do elevado número de pedidos — mais de 20 mil, cerca do triplo do registado no ano passado —, os professores continuam a relatar problemas na plataforma e falhas na documentação necessária para analisar os exames]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os professores têm apenas até esta quinta-feira para concluir as reapreciações da primeira fase dos exames nacionais, mas o movimento Missão Escola Pública (MEP) considera ser &#8220;praticamente impossível&#8221; que todos os mais de 20 mil pedidos estejam concluídos a tempo da divulgação dos resultados, prevista para sexta-feira.</p>
<p>O alerta surge depois de vários docentes terem sido convocados nos últimos dias para realizar reapreciações, apesar de o prazo inicialmente previsto para terminar este trabalho ter sido terça-feira. Segundo o MEP, alguns professores receberam autorização para concluir as avaliações apenas esta quinta-feira.</p>
<p>&#8220;Durante o fim de semana e nos últimos dias apercebemo-nos de que ainda estão a ser convocados professores para reapreciações&#8221;, afirmou à Lusa Cristina Mota, porta-voz do movimento.</p>
<p>Na segunda-feira, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, afirmou no Parlamento que mais de 50% das reapreciações já estavam concluídas. No entanto, o MEP acredita que dificilmente será possível concluir a totalidade do processo antes da publicação das pautas.</p>
<p>&#8220;Será praticamente impossível termos a totalidade das reapreciações na sexta-feira&#8221;, antecipou Cristina Mota.</p>
<p>Além do elevado número de pedidos — mais de 20 mil, cerca do triplo do registado no ano passado —, os professores continuam a relatar problemas na plataforma e falhas na documentação necessária para analisar os exames.</p>
<p>Segundo o movimento, há casos em que os relatores não receberam a alegação apresentada pelo aluno para justificar o pedido de reapreciação ou os formulários que têm obrigatoriamente de preencher. Em outros casos, foram inicialmente atribuídas provas a professores que nem sequer lecionavam as disciplinas em causa.</p>
<p>&#8220;O processo de reapreciação é muito mais burocrático&#8221;, sublinha Cristina Mota, acrescentando que alguns docentes continuam impedidos de concluir o trabalho devido à falta de documentação.</p>
<p>Também o movimento MetaProf divulgou novos testemunhos de professores que relatam dificuldades no acesso à plataforma, erros que continuam sem resposta e documentos de alunos com necessidades específicas que não estavam associados às respetivas provas.</p>
<p>Um dos relatos refere mesmo o desaparecimento dos itens atribuídos para correção depois de uma interrupção no acesso ao sistema.</p>
<p>Os constrangimentos surgem depois dos problemas registados na primeira fase dos exames nacionais, a primeira realizada integralmente em formato digital. As falhas técnicas obrigaram ao adiamento da divulgação das classificações e levaram milhares de alunos a esperar vários dias pelos resultados.</p>
<p>Apesar disso, Fernando Alexandre voltou esta semana a defender o novo modelo de classificação eletrónica e garantiu que &#8220;nenhum aluno será prejudicado no acesso ao ensino superior&#8221;.</p>
<p>Segundo o ministro, 97% das respostas da segunda fase dos exames já estavam classificadas no início da semana e o processo decorre agora &#8220;com normalidade e tranquilidade&#8221;.</p>
<p>O governante revelou ainda que, entre as reapreciações já concluídas, cerca de 70% dos alunos conseguiram melhorar a classificação, enquanto 20% viram a nota descer e 10% mantiveram o resultado inicial.</p>
<p>As pautas da segunda fase dos exames e os resultados das reapreciações da primeira fase continuam, para já, previstos para serem divulgados esta sexta-feira. Contudo, os professores admitem que o calendário poderá voltar a ser posto à prova nas últimas horas do processo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797922]]></sapo:autor>
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		<title>Banco de Moçambique diz que Moza tinha capitais negativos de 336 ME na intervenção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:07:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco de Moçambique (BM) revelou hoje que o Moza Banco apresentava fundos próprios negativos de 336 milhões de euros e já não conseguia pagar cheques antes da intervenção de 2016, defendendo que evitou um risco sistémico no setor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco de Moçambique (BM) revelou hoje que o Moza Banco apresentava fundos próprios negativos de 336 milhões de euros e já não conseguia pagar cheques antes da intervenção de 2016, defendendo que evitou um risco sistémico no setor.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado hoje, o regulador presta esclarecimentos sobre a intervenção no Moza Banco, após o governador, Rogério Zandamela, ter revelado que teve alguns segundos para decidir entre salvar ou liquidar a instituição, então e ainda hoje um dos maiores bancos do país.</P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas em 29 de julho, numa das últimas aparições públicas antes do fim do segundo e último mandato, em setembro, Zandamela descreveu a intervenção como uma decisão tomada num contexto sem enquadramento legal adequado.</P><br />
<P>&#8220;Eu tive menos de um, dois minutos para tomar essa decisão. Salvar ou liquidar. Foi assim, questão de segundos&#8221;, afirmou então o governador, acrescentando que o banco &#8220;já estava morto&#8221; e apresentava capitais próprios negativos.</P><br />
<P>No comunicado agora divulgado, o BM quantifica a dimensão dos problemas financeiros que justificaram a intervenção em setembro de 2016. Na altura os fundos próprios do Moza Banco apresentavam um saldo negativo de 24,9 mil milhões de meticais (336 milhões de euros), enquanto o rácio de solvabilidade se situava em -100,21%, &#8220;indicadores que evidenciavam uma situação de insuficiência de liquidez e de insolvência&#8221;.</P><br />
<P>Acrescenta que a instituição registava incumprimento do rácio de cobertura do imobilizado de -808,02%, um défice de reservas obrigatórias superior a 22 mil milhões de meticais (297 milhões de euros) em moeda nacional e acima de 58 milhões de dólares (49 milhões de euros) em moeda estrangeira, crédito em incumprimento de 9,05% e prejuízos de 2,4 mil milhões de meticais (32,4 milhões de euros).</P><br />
<P>O BM sustenta que a situação continuou a deteriorar-se durante aquele mês, até que no final de setembro o banco &#8220;mostrou-se incapaz de honrar com as suas responsabilidades com o pagamento de cheques e outros instrumentos de pagamento de seus clientes na compensação&#8221;. Acrescenta que que uma auditoria independente realizada após a intervenção concluiu que a situação financeira da instituição era &#8220;ainda mais gravosa&#8221; do que os indicadores inicialmente conhecidos.</P><br />
<P>Zandamela afirmou que, apesar de a solução prevista pelas normas então existentes apontar para a liquidação, optou por uma medida extraordinária: &#8220;Teria tido consequências sísmicas para o nosso sistema financeiro e para a nossa economia. Ia-nos retardar por vários anos&#8221;.</P><br />
<P>No esclarecimento, o BM mantém o argumento, sustentando que a situação colocava o país perante um &#8220;elevado risco de contágio sistémico, susceptível de desencadear uma corrida generalizada aos depósitos e comprometer gravemente a estabilidade do sistema financeiro&#8221;.</P><br />
<P>Nesse cenário, decidiu em 30 de setembro de 2016 nomear um conselho de administração provisório e suspender os membros dos órgãos de gestão do banco, para proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema bancário.</P><br />
<P>O comunicado surge também na sequência da decisão do Tribunal Administrativo de 2025, que anulou os atos administrativos praticados pelo BM na intervenção, por questões relacionadas com o procedimento adotado e a publicação posterior do respetivo aviso.</P><br />
<P>Zandamela classificou como &#8220;ridícula&#8221; a obrigação de anunciar previamente a intervenção, alegando que a prática não existe em sistemas financeiros modernos e comprometeria a recolha de provas e a proteção dos depositantes.</P><br />
<P>O BM sustenta agora que o acórdão não colocou em causa os fundamentos da decisão. &#8220;Os pressupostos de facto e de direito que fundamentaram a decisão de intervenção (&#8230;) não foram postos em causa pelo acórdão&#8221;, lê-se.</P><br />
<P>Afirma que tanto a Moçambique Capitais como o então BES África, depois Novo Banco África, tiveram oportunidade de o recapitalizar o encontrar parceiros estratégicos para dar viabilidade à instituição, mas não o conseguiram até 23 de maio de 2017. </P><br />
<P>Também assegura que a posterior abertura do capital do Moza Banco a novos investidores e a entrada da Kuhanha &#8211; Sociedade Gestora do Fundo de Pensões do BM foram aprovadas por unanimidade em assembleias-gerais que contaram com o voto favorável da Moçambique Capitais.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798135]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Uma bomba matou há 81 anos 140 mil pessoas em Hiroshima. O arsenal atual equivale a 135 mil bombas iguais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[II Guerra Mundial]]></category>
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		<category><![CDATA[Japão]]></category>
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					<description><![CDATA[Oitenta e um anos depois, a cidade japonesa volta a parar esta quinta-feira para recordar as vítimas do primeiro ataque nuclear da História — num momento em que o número de armas atómicas prontas a utilizar voltou a aumentar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eram 08h15 da manhã de 6 de agosto de 1945. Os elétricos já circulavam, os trabalhadores chegavam aos escritórios e as crianças preparavam-se para mais um dia de escola quando um clarão mais intenso do que o sol engoliu Hiroshima. Oitenta e um anos depois, a cidade japonesa volta a parar esta quinta-feira para recordar as vítimas do primeiro ataque nuclear da História — num momento em que o número de armas atómicas prontas a utilizar voltou a aumentar.</p>
<p>O bombardeiro B-29 Enola Gay, dos Estados Unidos, lançou sobre Hiroshima a bomba de urânio conhecida como “Little Boy”. Dezenas de milhares de pessoas morreram nos primeiros instantes, vítimas da explosão, das queimaduras e da destruição provocada pela onda de choque. Até ao final de 1945, o número de mortos terá atingido cerca de 140 mil, embora a cidade reconheça que nunca foi possível determinar com exatidão a dimensão total da tragédia.</p>
<p>Três dias depois, a 9 de agosto, uma segunda bomba, chamada “Fat Man”, foi lançada sobre Nagasaki. O Japão anunciou a rendição a 15 de agosto, aproximando do fim a II Guerra Mundial. Os ataques continuam, porém, a alimentar um debate histórico sobre a sua necessidade militar e sobre a possibilidade de a rendição japonesa ter sido alcançada por outros meios.</p>
<p>Em Hiroshima, a cerimónia anual começa às 08h00 no Parque Memorial da Paz. Às 08h15, a hora exata da explosão, o sino da paz toca, as sirenes soam em toda a cidade e é respeitado um minuto de silêncio. Seguem-se a leitura da Declaração de Paz e a libertação de pombas brancas.</p>
<p>A cerimónia deste ano decorre quando a geração que testemunhou diretamente o ataque está a desaparecer. Os hibakusha, nome dado aos sobreviventes dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, dedicaram décadas a contar o que viram e a alertar para as consequências humanas das armas nucleares.</p>
<p>Mikio Saiki tinha 13 anos e encontrava-se em casa, a cerca de dois quilómetros do centro da explosão, quando tudo ficou branco e o edifício desabou. O pai sofreu queimaduras graves e, no dia seguinte, Saiki deparou-se com corpos carbonizados ao longo da estrada quando tentou chegar à escola, onde centenas de alunos e funcionários tinham morrido.</p>
<p>Durante décadas, o sobrevivente evitou falar sobre o que testemunhara, atormentado pela culpa de ter sobrevivido. Já depois dos 90 anos, decidiu finalmente contar a sua história, motivado pelas imagens de cidades destruídas e de crianças que perderam as famílias em conflitos recentes. “Precisamos de mostrar ao mundo o verdadeiro terror das armas nucleares”, afirmou.</p>
<p>O alerta dos sobreviventes ganha uma nova urgência. O mais recente relatório do Monitor da Proibição de Armas Nucleares concluiu que, no início de 2026, os nove países com armamento nuclear dispunham de 9.745 ogivas que poderiam ser utilizadas pelas respetivas forças militares — mais 141 do que um ano antes.</p>
<p>O poder explosivo combinado desse arsenal equivale a mais de 135 mil bombas como a que destruiu Hiroshima. Deste total, 4.012 ogivas estavam já instaladas em sistemas de lançamento, incluindo mísseis balísticos terrestres, submarinos, plataformas móveis e bases de bombardeiros.</p>
<p>As armas nucleares estão concentradas nos Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel. Várias destas potências estão a modernizar ou a aumentar os respetivos arsenais, numa altura de agravamento das tensões na Europa, no Médio Oriente e na região do Indo-Pacífico.</p>
<p>O perigo não se limita à possibilidade de uma decisão deliberada de lançar um ataque. Os especialistas alertam também para erros de cálculo, falhas técnicas, ciberataques ou uma escalada rápida de conflitos convencionais. Quanto maior for o número de ogivas instaladas e prontas a disparar, menor será o tempo disponível para confirmar informações e impedir uma resposta precipitada.</p>
<p>A preocupação é partilhada pelos sobreviventes. No 80.º aniversário do ataque, a organização japonesa Nihon Hidankyo, distinguida com o Nobel da Paz pelo trabalho contra as armas nucleares, advertiu que restava pouco tempo para transmitir às novas gerações a experiência daqueles que viveram a destruição. A idade média dos sobreviventes já ultrapassava então os 86 anos.</p>
<p>O mundo mudou profundamente desde aquele minuto de agosto de 1945, mas as armas capazes de repetir Hiroshima não desapareceram. Tornaram-se mais poderosas, mais rápidas e, em alguns casos, permanecem em estado de alerta permanente. Oitenta e um anos depois, a cidade japonesa não pede apenas que se recordem os seus mortos: pede que a sua história nunca volte a ser repetida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797920]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Moçambique gastou menos 1,4% na importação de combustiveis no primeiro trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:53:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A fatura de Moçambique de importação de combustíveis recuou 1,4% no primeiro trimestre de 2026, para 236,4 milhões de dólares (203,5 milhões de euros), período já marcado por dificuldades de abastecimento e escassez de divisas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A fatura de Moçambique de importação de combustíveis recuou 1,4% no primeiro trimestre de 2026, para 236,4 milhões de dólares (203,5 milhões de euros), período já marcado por dificuldades de abastecimento e escassez de divisas.</P><br />
<P>Dados estatísticos do Banco de Moçambique compilados hoje pela Lusa indicam que o custo com a importação de combustíveis entre janeiro e março representou quase metade dos 517 milhões de dólares (445 milhões de euros) gastos pelo país na compra de bens intermédios ao exterior nesse período.</P><br />
<P>As importações de combustíveis tinham totalizado 239,6 milhões de dólares (206,3 milhões de euros) no primeiros três meses de 2025, segundo o banco central.</P><br />
<P>O gasóleo continua a representar a maior parcela da fatura energética nacional, com importações avaliadas em 164,9 milhões de dólares (142 milhões de euros), seguido da gasolina, com 56,4 milhões de dólares (48,6 milhões de euros), e do combustível de aviação (&#8216;jet fuel&#8217;), com 15,2 milhões de dólares (13,1 milhões de euros).</P><br />
<P>A redução destas importações aconteceu no início dos constrangimentos no abastecimento de combustíveis em diferentes regiões do país, associados ao conflito no Médio oriente. </P><br />
<P>Depois, em abril e maio, registaram-se longas filas nos postos de abastecimento, encerramento temporário de algumas bombas e dificuldades no fornecimento que afetaram transportadores, empresas e consumidores, problemas então associados ao conflito na região.</P><br />
<P>O Governo moçambicano disse na terça-feira estar a analisar as causas da nova vaga de escassez de combustíveis em várias zonas do país, após semanas de relativa normalização do abastecimento que se seguiu à crise em abril e maio.</P><br />
<P>&#8220;Ainda está-se a fazer uma análise para perceber o que é que está a passar efetivamente para que se esteja a vivenciar, aparentemente, ou esteja, pelo menos, a iniciar uma segunda vaga de escassez&#8221;, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no final da reunião do executivo, em Maputo.</P><br />
<P>Questionado pelos jornalistas, o porta-voz admitiu que o executivo tem conhecimento da situação, que voltou a ser registada desde o último fim de semana, com postos encerrados sem combustível e filas para o abastecimento nas que funcionam, assegurando que o Governo está a recolher informação para apurar as causas do problema.</P><br />
<P>O regresso de longas filas em alguns postos de abastecimento sente-se há vários dias, nomeadamente na cidade da Matola, província de Maputo, e na capital, depois de um período de acalmia na sequência da anterior crise.</P><br />
<P>Em março, o Governo explicou que cerca de 80% dos combustíveis importados por Moçambique tinham origem no Médio oriente e transitavam pelo estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e derivados a nível mundial. Paralelamente, o banco central tem admitido que algumas empresas do setor de combustíveis, por falta de condições financeiras, apresentam dificuldades no acesso a divisas para a sua importação.</P><br />
<P>No final da última reunião da Comissão de Política Monetária, em 29 de julho, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, afirmou que o mercado cambial registo no primeiro semestre &#8220;maior fluidez, sustentada pela indústria extrativa, com elevados níveis de compras e vendas de divisas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No mesmo período, as vendas de divisas pelos bancos aos seus clientes aumentaram em 356 milhões de dólares [308,5 milhões de euros], para um total de 4,16 mil milhões de dólares [3.605 milhões de euros], tendo o sector de combustíveis absorvido 50% das divisas vendidas aos maiores compradores no mercado cambial&#8221;, disse Zandamela.</P><br />
<P>O Governo decidiu em 07 de maio aumentar os preços dos combustíveis, com o litro de gasóleo a subir 45,5% e o da gasolina 12,1%, justificando a medida com os efeitos do conflito nos mercados internacionais de energia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798134]]></sapo:autor>
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		<title>Fabricante chinês de robôs Unitree capta investidores antes da entrada em bolsa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:48:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O fabricante chinês de robôs Unitree iniciou esta semana a captação de investidores antes da aguardada entrada em bolsa em Xangai, uma operação que poderá avaliar a empresa em 6,2 mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O fabricante chinês de robôs Unitree iniciou esta semana a captação de investidores antes da aguardada entrada em bolsa em Xangai, uma operação que poderá avaliar a empresa em 6,2 mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros).</P><br />
<P>A tecnológica abrirá na próxima segunda-feira o período de subscrição das ações, colocando à venda até 40,45 milhões de novos títulos, equivalentes a 10% do capital social, numa operação que deverá arrecadar cerca de 4,2 mil milhões de yuan (cerca de 500 milhões de euros), segundo a documentação apresentada à Bolsa de Xangai.</P><br />
<P>Estes valores implicam uma capitalização bolsista de cerca de 42 mil milhões de yuan (5 mil milhões de euros), embora fontes citadas pelo portal económico Caixin estimem que a avaliação possa ascender a 55 mil milhões de yuan (6,6 mil milhões de euros), tendo em conta algumas das propostas apresentadas por investidores.</P><br />
<P>Outras estimativas são ainda mais otimistas. Segundo o jornal oficial Global Times, o banco estatal China Construction Bank considera que a Unitree poderá atingir uma valorização entre 60 mil milhões e 100 mil milhões de yuan (entre 7,2 mil milhões e 12 mil milhões de euros) e, no cenário mais favorável, alcançar 109 mil milhões de yuan (13,1 mil milhões de euros).</P><br />
<P>A empresa indicou que quase metade do montante angariado será destinado à investigação e desenvolvimento (I&amp;D) de modelos inteligentes para robôs, além de investimentos em corpos robóticos, novos produtos e na construção de um centro inteligente de fabrico.</P><br />
<P>Fundada em 2016 e sediada na cidade de Hangzhou, no leste da China, a Unitree desenvolve robôs quadrúpedes e humanoides. A empresa é atualmente a maior vendedora mundial de robôs humanoides, que já representam mais de metade das suas receitas, e produz também componentes como mãos robóticas, braços colaborativos e sensores.</P><br />
<P>A tecnológica ganhou notoriedade dentro e fora da China pelas demonstrações públicas dos seus robôs humanoides, incluindo participações na tradicional gala televisiva do Ano Novo Lunar da estação estatal CCTV.</P><br />
<P>Segundo o Global Times, cerca de 90% da cadeia de abastecimento da empresa é composta por fornecedores nacionais e todos os componentes considerados essenciais são desenvolvidos internamente, um fator apresentado pelo jornal como reflexo da capacidade tecnológica da indústria chinesa.</P><br />
<P>A entrada em bolsa culmina um processo iniciado em março, quando a empresa apresentou o pedido para cotar no mercado STAR da Bolsa de Xangai, frequentemente apelidado de &#8220;Nasdaq chinês&#8221;.</P><br />
<P>A operação ocorre num momento de forte interesse dos investidores pela robótica humanoide na China, um setor considerado estratégico pelas autoridades chinesas no âmbito da aposta em tecnologias avançadas e na integração da inteligência artificial na indústria.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798132]]></sapo:autor>
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		<title>Termómetros aproximam-se hoje dos 40 graus: calor intenso antecede chegada das poeiras do Saara e possível chuva de lama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:45:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Reforço do anticiclone no Atlântico, ligeiramente a oeste da Península Ibérica, favorecerá a manutenção de tempo seco, estável e maioritariamente soalheiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continental terá esta quinta-feira um dia de verão marcado por uma acentuada subida das temperaturas no interior e por uma nortada moderada a forte junto ao litoral. Os termómetros poderão alcançar os 38 graus nas regiões mais quentes, enquanto as rajadas de vento poderão chegar aos 70 quilómetros por hora em zonas costeiras mais expostas.</p>
<p>O reforço do anticiclone no Atlântico, ligeiramente a oeste da Península Ibérica, favorecerá a manutenção de tempo seco, estável e maioritariamente soalheiro. Ao mesmo tempo, a formação de uma depressão térmica no interior da Península deverá fazer subir as temperaturas máximas, sobretudo no Centro e Sul do território.</p>
<p>De acordo com as previsões do &#8216;Tempo.pt&#8217; e do &#8216;Luso Meteo&#8217;, as regiões mais quentes do Nordeste Transmontano, Beira Baixa, Alto Alentejo e dos vales do Tejo, Sado e Guadiana poderão registar máximas entre 35 e 38 graus. Castelo Branco deverá aproximar-se dos 38 graus e Beja dos 36, enquanto Lisboa poderá chegar aos 30 graus.</p>
<p>A diferença entre o litoral e o interior continuará, contudo, a ser significativa. A influência marítima deverá manter as máximas entre os 22 e os 27 graus em grande parte da faixa costeira ocidental, embora alguns pontos mais abrigados possam registar valores superiores.</p>
<p>O céu estará pouco nublado ou limpo na maior parte do território. Durante a manhã, poderão formar-se neblinas ou nuvens baixas no litoral Norte e Centro, que deverão dissipar-se progressivamente, apesar de poderem persistir durante mais tempo em alguns locais junto à costa.</p>
<p>A nortada será um dos elementos mais relevantes do estado do tempo. O vento deverá soprar de norte ou noroeste, moderado a forte no litoral e nas terras altas, sobretudo durante a tarde, com rajadas entre 50 e 70 quilómetros por hora. Os distritos de Leiria e Lisboa estarão entre as zonas onde o vento poderá ser mais intenso.</p>
<p>A combinação de temperaturas elevadas, vento forte e vegetação seca poderá também agravar o perigo de incêndio rural, sobretudo nas regiões do interior e em áreas expostas à nortada. O IPMA prevê para esta quinta-feira céu geralmente pouco nublado ou limpo e uma subida da temperatura máxima.</p>
<p>Nos Açores, o cenário será diferente. Uma depressão atlântica continuará a provocar céu muito nublado, chuva ou aguaceiros, que poderão ser localmente fortes durante a manhã, sobretudo nos grupos Central e Oriental. Não está também excluída a ocorrência de trovoada.</p>
<p>Na Madeira, o anticiclone continuará a garantir tempo seco e soalheiro, embora possam surgir nuvens nas vertentes norte e nas zonas montanhosas. As temperaturas poderão voltar a atingir os 30 graus, com valores acima do habitual para a época.</p>
<p>Quinta e sexta-feira deverão ser os dias mais quentes da semana. Na sexta-feira, algumas localidades da Beira Baixa, do Baixo Alentejo e do Sotavento Algarvio poderão aproximar-se dos 39 graus, enquanto o litoral continuará mais fresco devido à influência marítima.</p>
<p>A partir de sexta-feira, o céu poderá também ganhar uma tonalidade esbranquiçada ou acastanhada devido à chegada de uma pluma de poeiras provenientes do Saara. Segundo o Tempo.pt, a concentração destas partículas deverá aumentar durante sexta-feira e atingir o ponto máximo no sábado, abrangendo praticamente todo o território continental.</p>
<p>As poeiras poderão depositar-se sobre automóveis, ruas e edifícios, pelo que poderá não ser o melhor momento para lavar o carro ou deixar roupa a secar no exterior. Caso os aguaceiros previstos para algumas zonas do Norte e Centro coincidam com a presença das partículas em suspensão, poderá ocorrer pontualmente o fenómeno conhecido como “chuva de lama”.</p>
<p>No sábado, as temperaturas deverão começar a descer, sobretudo no interior Norte e Centro. A tendência de descida poderá prolongar-se até domingo, dia em que as poeiras do Saara deverão já ter abandonado os céus de Portugal continental.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797916]]></sapo:autor>
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		<title>Taiwan arranca com manobras militares para responder a eventual invasão chinesa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/taiwan-arranca-com-manobras-militares-para-responder-a-eventual-invasao-chinesa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:45:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As Forças Armadas de Taiwan iniciaram na quarta-feira os exercícios militares anuais Han Kuang, destinados a simular a resposta a uma eventual invasão chinesa da ilha autónoma, que Pequim reivindica como parte do seu território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As Forças Armadas de Taiwan iniciaram na quarta-feira os exercícios militares anuais Han Kuang, destinados a simular a resposta a uma eventual invasão chinesa da ilha autónoma, que Pequim reivindica como parte do seu território.</P><br />
<P>Os exercícios, com fogo real, vão testar a capacidade do Exército taiwanês para manter operações de defesa durante 24 horas consecutivas e responder às chamadas &#8220;táticas de zona cinzenta&#8221; da China, ações coercivas que permanecem abaixo do limiar de um conflito armado declarado.</P><br />
<P>As manobras incluem também exercícios de resiliência urbana destinados a avaliar a capacidade de resposta da população perante uma interrupção dos serviços de Internet.</P><br />
<P>Os exercícios Han Kuang, que decorrem durante dez dias em vários pontos da ilha, vão testar este ano novos métodos de comunicação inspirados nas práticas militares norte-americanas, incluindo um sistema de confirmação de ordens, em que os subordinados explicam aos comandantes como tencionam executar as missões atribuídas.</P><br />
<P>Segundo especialistas, este método pretende aumentar a autonomia e a capacidade de decisão das unidades destacadas na linha da frente.</P><br />
<P>Outra novidade da edição deste ano é a mobilização do maior contingente de reservistas de sempre, com mais de 5.000 militares distribuídos por duas brigadas. No ano passado, os exercícios envolveram apenas uma brigada com mais de 3.000 reservistas.</P><br />
<P>As manobras vão também avaliar a rapidez com que as forças de reserva conseguem passar do estado de prontidão em tempo de paz para o serviço ativo.</P><br />
<P>Os exercícios de resiliência urbana decorrerão em diferentes dias nas cidades de Kaohsiung, Taichung e Taipé. Durante cerca de 30 minutos, a velocidade da Internet móvel será reduzida para simular interferências nas telecomunicações em caso de ataque.</P><br />
<P>Entre o equipamento militar utilizado estarão os carros de combate norte-americanos M1A2T Abrams, adquiridos por Taiwan em 2019, tendo o último lote sido entregue em abril.</P><br />
<P>Taiwan obtém a maioria do seu equipamento militar junto dos Estados Unidos, principal aliado informal da ilha perante as reivindicações territoriais da China.</P><br />
<P>Pequim considera Taiwan uma província chinesa e não exclui o uso da força para colocar a ilha sob o seu controlo. Nos últimos anos, intensificou a pressão militar, enviando quase diariamente aviões e navios de guerra para as proximidades do território.</P><br />
<P>O parlamento taiwanês aprovou recentemente um orçamento suplementar de 24,8 mil milhões de dólares (21,4 mil milhões de euros) para a aquisição de armamento norte-americano, abaixo dos 40 mil milhões de dólares (34,6 mil milhões de euros) propostos pelo Presidente William Lai.</P><br />
<P>O Governo de Taiwan aguarda ainda a aprovação, por parte de Washington, de um novo pacote de venda de armas no valor de 14 mil milhões de dólares (12,1 mil milhões de euros), cuja autorização está pendente há vários meses.</P><br />
<P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, e o Congresso aprovaram anteriormente um pacote separado, no valor recorde de 11 mil milhões de dólares (9,5 mil milhões de euros). No entanto, após uma visita à China em maio, Trump classificou a venda de armas a Taiwan como uma &#8220;importante moeda de troca&#8221; nas negociações com Pequim e absteve-se de aprovar o novo pacote de armamento para a ilha.</P><br />
<P> </P><br />
<P>JPI //</P></p>
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		<item>
		<title>Acionistas do Conta Lá reúnem-se hoje para decidir futuro da empresa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os acionistas do canal Conta Lá reúnem-se hoje, em assembleia-geral (AG) extraordinária, com quatro pontos, entre os quais decidir sobre o plano de reestruturação, numa altura em que os trabalhadores estão com salários em atraso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os acionistas do canal Conta Lá reúnem-se hoje, em assembleia-geral (AG) extraordinária, com quatro pontos, entre os quais decidir sobre o plano de reestruturação, numa altura em que os trabalhadores estão com salários em atraso.</P><br />
<P>O primeiro ponto é deliberar sobre o aumento de capital, com prémio de emissão de ações e prestações suplementares; seguido da análise e decisão sobre o plano de reestruturação da empresa.</P><br />
<P>Na reunião magna está prevista a nomeação de uma comissão de gestão, além de outros assuntos de interesse geral sem deliberação, conforme consta da convocatória assinada pelo presidente da Mesa da AG, Miguel Mendonça Alves.</P><br />
<P>Contactada na semana passada pela Lusa, fonte da empresa adiantou que no último dia do mês passado &#8220;não pagaram nada&#8221;, continuando sem receber os salários em atraso e o de julho.</P><br />
<P>&#8220;Sei que o atraso no pagamento de salários e de outros créditos tem um impacto muito real na vida de cada um de vós e das vossas famílias. Não há palavras que eliminem essa preocupação, mas é importante que saibam que ela não me é indiferente&#8221;, refere o membro da Comissão Executiva demissionária, Maurício Ribeiro, na missiva enviada na semana passada, a que Lusa teve acesso.</P><br />
<P>&#8220;Enquanto membro da Comissão Executiva demissionária, continuo totalmente empenhado em acompanhar este processo até ao momento em que exista uma definição sobre o futuro do projeto Conta-lá&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Neste momento, disse, &#8220;está a ser trabalhada uma solução que possa assegurar a viabilidade do projeto, mas o desfecho desse processo dependerá da assembleia-geral de acionistas&#8221;.</P><br />
<P>Portanto, até essa data, &#8220;infelizmente, não terei condições para transmitir novidades concretas relativamente ao pagamento dos salários e dos restantes créditos em atraso&#8221;. </P><br />
<P>Compromete-se ainda a informar todos os trabalhadores, &#8220;com a maior brevidade e transparência&#8221;, logo que exista uma decisão por parte da AG, seja qual for o resultado.</P><br />
<P>Em 15 de julho, o presidente executivo (CEO) do Conta Lá, Sérgio Figueiredo, comunicou aos trabalhadores a sua saída e informou a convocação de uma AG de acionistas para aprovar o plano de reestruturação.</P><br />
<P>Atualmente, o projeto deverá contar com cerca de 100 pessoas, dos quais 40 jornalistas, de acordo com uma fonte da empresa, e tem salários em atraso há três meses.</P><br />
<P>Há quase um ano, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) autorizou a atividade dos canais Conta Lá Sul, Conta Lá Centro e Conta Lá Norte e ainda do Conta Lá Rural, do projeto liderado por Sérgio Figueiredo, o qual previa a criação de 205 postos de trabalho, sendo 133 afetos à área de informação, 28 na área de programas e produtora e os restantes 44 em áreas de apoio técnico, gestão, RH, financeiro, comercial e jurídico.</P><br />
<P>Profissionais que seriam distribuídos de forma estratégica por áreas profissionais e localizações geográficas [de norte a sul do país, incluindo ilhas, com vários polos regionais], assegurando, assim, uma cobertura operacional eficiente e descentralizada.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798130]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Filme &#8220;Playback&#8221; sobre Carlos Paião estreia-se em mais de 50 salas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 04:55:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O filme "Playback", de Sérgio Graciano, que recorda e reinterpreta alguns dos momentos da vida e da carreira do músico Carlos Paião, estreia-se hoje em 55 salas de cinema.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O filme &#8220;Playback&#8221;, de Sérgio Graciano, que recorda e reinterpreta alguns dos momentos da vida e da carreira do músico Carlos Paião, estreia-se hoje em 55 salas de cinema.</P><br />
<P>&#8220;Quis fazer a história do homem e não a história do mito. Foi um homem brilhante, um letrista incrível&#8221;, afirmou o realizador Sérgio Graciano no final de julho, na antestreia em Lisboa.</P><br />
<P>O filme &#8220;Playback&#8221; inclui momentos-chave do percurso do cantor e compositor, como a passagem pelo Festival da Canção, mas também da vida pessoal, como a formação em Medicina e o casamento com Zaida Cardoso.</P><br />
<P>&#8220;É importante recordar todas as figuras que têm marcado de alguma maneira o nosso país e as pessoas, e o Carlos é uma dessas figuras&#8221;, afirmou Sérgio Graciano à Lusa em dezembro passado, numa visita ao &#8216;set&#8217; de filmagens.</P><br />
<P>Segundo Sérgio Graciano, &#8220;Playback&#8221; não é um documentário e tem espaço para a interpretação artística: &#8220;Há que tirar sempre uma licença poética para fazer uma biografia&#8221;, porque &#8220;é uma leitura de um argumentista e de um realizador, e, por isso, há de haver pessoas que se vão identificar e outras que não tanto&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Playback&#8221; é protagonizado pelo ator Rafael Ferreira, escolhido num &#8216;casting&#8217; entre mais de duas centenas de candidatos.</P><br />
<P>O ator iniciou carreira em 2017, tem algumas experiências em teatro, cinema e televisão, mas considera que este é o seu &#8220;primeiro trabalho de maior destaque e também uma grande responsabilidade&#8221;, pela homenagem que presta ao músico.</P><br />
<P>&#8220;Estou a fazer de um cantor que acho que ultrapassa gerações, porque eu nasci 10 anos depois, e mesmo assim ouvia as músicas dele&#8221;, recordou à Lusa em dezembro passado durante a rodagem.</P><br />
<P>&#8220;Playback&#8221; conta ainda com interpretações de Laura Dutra, Beatriz Brás, Mariana do Ó, Rita Durão, António Mortágua, Anabela Moreira e Albano Jerónimo, entre outros.</P><br />
<P>A banda sonora é assinada pelo músico Paulo Furtado, ou The Legendary Tigerman, que retrabalhou as canções de Carlos Paião, com os músicos que habitualmente o acompanham e também com o ator Rafael Ferreira.</P><br />
<P>Entre as músicas de Carlos Paião escolhidas para a banda sonora há um inédito, &#8220;Lisboa Lisboa&#8221;, que o cantor nunca chegou a editar e que, segundo Paulo Furtado, &#8220;é uma canção de amor dedicada a Lisboa&#8221;, como descreveu à Lusa em julho, quando tocou com Rafael Ferreira no festival Alive, em Oeiras.</P><br />
<P>Embora não haja mais datas anunciadas para concertos sobre o repertório de Paião, Paulo Furtado acredita que poderão surgir entretanto, &#8220;ainda para este ano&#8221;.</P><br />
<P>O filme é uma produção da Caos Calmo, tem argumento de Mário Cenicante e contou com a colaboração de Zaida Cardoso, a mulher de Carlos Paião.</P><br />
<P>Carlos Paião nasceu em 01 de novembro de 1957, em Coimbra, e morreu a 26 de agosto de 1988, na sequência de um acidente de automóvel. No meio destas duas datas, estava um homem que estudou Medicina, mas que se decidiu pela música, tendo composto mais de duas centenas de canções, muitas das quais já integradas no cancioneiro pop português.</P><br />
<P>Compôs, entre outras, &#8220;Cinderela&#8221;, &#8220;Pó de arroz&#8221;, &#8220;Vinho do Porto&#8221;, &#8220;Souvenir de Portugal&#8221; e &#8220;Playback&#8221;, e deixou os álbuns &#8220;Algarismos&#8221; (1982) e &#8220;Intervalo&#8221; (1988).</P><br />
<P>Ao longo da carreira, colaborou com o humorista Herman José &#8211; escreveu para ele as canções da personagem Serafim Saudade &#8211; e também com Amália Rodrigues, Lenita Gentil e Mísia, entre outros cantores.</P><br />
<P></P><br />
<P>SS/(JRS/AL) // MAG</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798128]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Médio Oriente: Dois soldados israelitas mortos no Líbano após trégua com Hezbollah</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 04:55:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Israel confirmou hoje que dois soldados foram mortos em combate no sul do Líbano, nas primeiras baixas israelitas desde a implementação de uma trégua com o grupo militante libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, em junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Israel confirmou hoje que dois soldados foram mortos em combate no sul do Líbano, nas primeiras baixas israelitas desde a implementação de uma trégua com o grupo militante libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, em junho.</P><br />
<P>Outros quatro soldados ficaram feridos, de acordo com o Exército de Israel. </P><br />
<P>As mortes foram avançadas pela comunicação social israelita na quarta-feira.</P><br />
<P>O Exército israelita lançou ataques nesse dia no sul do Líbano em resposta ao que descreveu como uma violação do cessar-fogo por parte do Hezbollah e emitiu um apelo aos residentes da aldeia de Mansouri para que fugissem &#8212; o primeiro aviso deste tipo emitido por Israel no Líbano em semanas. </P><br />
<P>Para já, o Hezbollah ainda não fez declarações sobre estas mortes.</P><br />
<P>A escalada ocorreu no momento em que negociadores libaneses e israelitas se reuniam em Roma para discutir a implementação de um acordo de 26 de junho, ao abrigo do qual as forças israelitas devem retirar-se das áreas que ocupam no sul do Líbano e permitir que o Exército libanês tome o controlo, em troca do desarmamento do Hezbollah.</P><br />
<P>A mais recente guerra entre Israel e o Hezbollah eclodiu a 02 de março, quando o grupo xiita disparou mísseis através da fronteira dois dias após os EUA e Israel terem lançado ataques contra o Irão.</P><br />
<P>Uma trégua frágil entre Israel e o Hezbollah tem-se mantido em grande parte desde 20 de junho, mas as forças israelitas continuaram a ocupar faixas do sul do Líbano e a realizar ataques aéreos e bombardeamentos periódicos.</P></p>
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		<title>Japão reafirma compromisso com princípios antinucleares no aniversário de Hiroshima</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 04:44:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, comprometeu-se hoje a garantir que o Japão não possua, não produza nem permita armas nucleares, por ocasião do 81.º aniversário do lançamento da bomba atómica pelos Estados Unidos sobre Hiroshima.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, comprometeu-se hoje a garantir que o Japão não possua, não produza nem permita armas nucleares, por ocasião do 81.º aniversário do lançamento da bomba atómica pelos Estados Unidos sobre Hiroshima.</P><br />
<P>&#8220;O Governo mantém-se firme na posição política de respeitar os Três Princípios Não Nucleares. Nessa base, a missão do nosso país, a única nação que sofreu bombardeamentos atómicos, é liderar os esforços da comunidade internacional rumo a uma sociedade livre de armas nucleares, garantindo que uma tragédia de tal magnitude nunca mais se repita&#8221;, afirmou a líder nipónica a partir de Hiroshima.</P><br />
<P>Takaichi, que minutos antes se reuniu com sobreviventes das bombas atómicas (&#8216;hibakusha&#8217;) para ouvir testemunhos, reafirmou numa conferência de imprensa a &#8220;determinação categórica de nunca mais repetir a tragédia ocorrida&#8221; a 06 de agosto de 1945 em Hiroshima e, três dias depois, em Nagasaki.</P><br />
<P>No entanto, quando questionada sobre a conferência de revisão do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, que se realiza em novembro na ONU, declarou que é &#8220;necessário avaliar a situação tendo em conta as tendências internacionais e o panorama de segurança cada vez mais complexo&#8221; na região.</P><br />
<P>A primeira participação na cerimónia como chefe do Governo ocorre num momento em que o Executivo se prepara para rever os principais documentos de segurança nacional, o que levanta questões sobre se os princípios nucleares vão manter-se intactos, especialmente depois de o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, ter proposto um debate nuclear &#8220;sem tabus&#8221;.</P><br />
<P>A primeira-ministra reuniu-se com os &#8216;hibakusha&#8217;, familiares das vítimas e representantes locais e estrangeiros no Parque Comemorativo da Paz de Hiroshima, onde permaneceram em silêncio um minuto às 08:15 (00:15 em Lisboa), momento em que a bomba explodiu sobre a cidade.</P><br />
<P>O embaixador dos Estados Unidos no Japão, George Glass, ausentou-se pela primeira vez desta cerimónia, tendo informado que também não participa na de Nagasaki &#8212; eventos em que Washington vai ser representada este ano pelo número dois da missão diplomática, Aaron Snipe.</P><br />
<P>Sem apresentar qualquer motivo para a ausência, Glass afirmou em comunicado que Hiroshima e Nagasaki &#8220;não são apenas símbolos inspiradores de paz e esperança para o mundo, mas também um lembrete de que a aliança entre os Estados Unidos e o Japão nunca pode abrandar na missão de preservar a paz e proteger a liberdade em toda a região&#8221;.</P><br />
<P>Entretanto, no dia em que se assinala o primeiro bombardeamento, o presidente da câmara de Hiroshima deixou críticas às grandes potências por travarem guerras, exortando-as a deixar de justificar a posse de armas nucleares como método de dissuasão.</P><br />
<P>&#8220;Minimizar a desumanidade das armas nucleares e aceitar o uso da força para alcançar a própria prosperidade acarreta o risco de ciclos de retaliação violenta que, em última análise, podem resultar noutra Hiroshima ou Nagasaki&#8221;, afirmou o presidente da câmara, Kazumi Matsui.</P><br />
<P> Vários líderes políticos consideram a dissuasão nuclear uma abordagem realista e legitimam a violência, o que &#8220;simplesmente afasta ainda mais a possibilidade de um mundo sem armas nucleares&#8221;, indicou Matsui na declaração de paz durante a cerimónia.</P><br />
<P>O número de sobreviventes diminuiu para 91.105, cerca de um quarto do número original, com a idade média a ultrapassar os 86 anos. Estes têm manifestado frustração e preocupação face ao crescente apoio da comunidade internacional, incluindo o Japão, à posse de armas nucleares para fins de dissuasão.</P><br />
<P>O bombardeamento de Hiroshima destruiu a cidade e matou 140 mil pessoas, tendo a segunda bomba em Nagasaki matado 70 mil pessoas. O Japão rendeu-se em 15 de agosto, pondo fim à Segunda Guerra Mundial e a quase meio século de agressão nipónica na Ásia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798127]]></sapo:autor>
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		<title>China intensifica cobrança retroativa de impostos sobre património no estrangeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 04:40:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A China intensificou a cobrança de impostos sobre ativos detidos no estrangeiro por cidadãos de elevado património, em alguns casos com efeitos retroativos até 2000, visando reforçar as receitas públicas e apertar o controlo sobre a saída de capitais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China intensificou a cobrança de impostos sobre ativos detidos no estrangeiro por cidadãos de elevado património, em alguns casos com efeitos retroativos até 2000, visando reforçar as receitas públicas e apertar o controlo sobre a saída de capitais.</P><br />
<P>Segundo o jornal britânico Financial Times, que cita responsáveis estrangeiros, banqueiros chineses e gestores de patrimónios familiares (&#8216;family offices&#8217;), as autoridades fiscais estão a analisar ganhos obtidos no estrangeiro com investimentos em imobiliário, ações, metais preciosos, criptomoedas e outros ativos.</P><br />
<P>O FT refere que bancos chineses e outras instituições financeiras receberam instruções para rever os investimentos internacionais de clientes de elevado património e verificar se os respetivos rendimentos foram declarados às autoridades fiscais chinesas.</P><br />
<P>O professor de Economia Política Chinesa na Universidade da Califórnia em San Diego, Victor Shih, afirmou ao jornal que a motivação da campanha é &#8220;claramente fiscal&#8221;.</P><br />
<P>Em alguns casos, as instituições financeiras estarão a colaborar com as autoridades fiscais para congelar contas bancárias até que os contribuintes regularizem o pagamento de impostos e eventuais coimas sobre mais-valias obtidas com ativos, contas e estruturas fiduciárias (&#8216;trusts&#8217;) no estrangeiro. </P><br />
<P>Um banqueiro do sul da China, que não foi indicado, disse ao FT que &#8220;essas pessoas ricas pagam imediatamente, em dinheiro, os impostos e as coimas para reativar as contas&#8221;.</P><br />
<P>Segundo fontes citadas pelo jornal, o período abrangido pelas inspeções varia. Um gestor de um &#8216;family office&#8217; em Shenzhen indicou que alguns clientes foram chamados a pagar impostos sobre ganhos obtidos entre 2017 e 2022, enquanto outras investigações remontam ao início da década de 2000.</P><br />
<P>A ofensiva ocorre num contexto de crescente pressão sobre as finanças públicas chinesas. As receitas orçamentais, fortemente dependentes da arrecadação fiscal, diminuíram 1,7%, para 21,6 biliões de yuan (cerca de 2,7 biliões de euros), em 2025, enquanto as receitas provenientes da venda de terrenos, tradicionalmente uma importante fonte de financiamento dos governos locais, caíram para 4,15 biliões de yuan (532 mil milhões de euros), menos de metade do pico registado em 2021.</P><br />
<P>No mês passado, Pequim anunciou novas regras para as estruturas fiduciárias (&#8216;trusts&#8217;) constituídas no estrangeiro, eliminando um mecanismo frequentemente utilizado por famílias ricas para diferir ou reduzir o pagamento de impostos.</P><br />
<P>Ao abrigo das novas regras, os rendimentos gerados por esses veículos passam a estar sujeitos a uma taxa de 20% em diferentes fases, uma medida que, segundo um banqueiro sediado em Singapura citado pelo FT, &#8220;chocou&#8221; os seus clientes.</P><br />
<P>&#8220;Durante o período em que as ofertas públicas iniciais eram muito frequentes, uma estrutura fiduciária adequada permitia reduzir a carga fiscal. A nova regra acabou com essa vantagem&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Na quarta-feira, órgãos de comunicação chineses noticiaram também que as autoridades começaram a cobrar um imposto de 20% sobre dividendos e juros provenientes de apólices de seguros contratadas no exterior. A notícia levou as ações da seguradora britânica Prudential, muito exposta ao mercado asiático, a cair até 13% na bolsa de Londres, enquanto o banco HSBC chegou a perder mais de 6% durante a sessão, antes de recuperar parcialmente.</P><br />
<P>As medidas aproximam o regime fiscal chinês do modelo norte-americano, que tributa os residentes pelos rendimentos obtidos em todo o mundo.</P><br />
<P>Além do reforço da cobrança fiscal, a campanha insere-se numa estratégia mais ampla de Pequim para reforçar o controlo sobre as saídas de capitais, num momento em que procura travar a transferência de património para o exterior.</P><br />
<P>Advogados e consultores citados pelo FT afirmam que a utilização crescente de ferramentas de inteligência artificial está a permitir às autoridades chinesas analisar de forma mais rápida grandes volumes de informação financeira, acelerando a identificação de potenciais incumprimentos fiscais. </P><br />
<P>O advogado David Lesperance afirmou ao jornal que a inteligência artificial permitiu às autoridades analisar os registos de investimento &#8220;muito mais rapidamente e a um custo muito inferior ao anterior&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798126]]></sapo:autor>
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		<title>Volta: Johansen parte líder para primeira etapa com final &#8216;traiçoeiro&#8217; em Queluz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 04:35:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A primeira etapa em linha da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta realiza-se hoje entre Lourinhã e Queluz, com potencial para chegada em pelotão compacto ou em grupos mais reduzidos, com Julius Johansen (UAE Emirates) na liderança.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A primeira etapa em linha da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta realiza-se hoje entre Lourinhã e Queluz, com potencial para chegada em pelotão compacto ou em grupos mais reduzidos, com Julius Johansen (UAE Emirates) na liderança.</P><br />
<P>O ciclista dinamarquês, de 26 anos, venceu o prólogo da corrida, na quarta-feira, em Lisboa, e lidera a classificação geral à partida para a tirada de 157,1 quilómetros, que inclui três metas volantes e duas contagens de montanha de terceira categoria nos últimos 50 quilómetros, antes de um troço final &#8216;traiçoeiro&#8217; e da meta, localizada junto ao Palácio Nacional de Queluz, no concelho de Sintra.</P><br />
<P>Com partida real marcada para as 13:40, na Praça José Máximo da Costa, na Lourinhã, os 119 ciclistas cruzam a primeira meta volante ao quilómetro 46,4, em Silveira, no concelho de Torres Vedras, e dois sprints intermédios separados por 400 metros, ao quilómetro 109, que atravessa o Palácio Nacional de Mafra.</P><br />
<P>As principais dificuldades da tirada estão guardadas para os últimos 50 quilómetros com os corredores a terem de superar duas contagens de montanha de terceira categoria já no concelho de Sintra, em Montelavar, e em São Pedro de Sintra, a 19 quilómetros da meta, &#8216;palco&#8217; de eventuais ataques que inviabilizem a chegada em pelotão compacto.</P><br />
<P>Em caso de chegada ao &#8216;sprint&#8217;, o português Rui Oliveira (UAE Emirates), que é segundo da geral, a quatro segundos de Johansen, e ambiciona vencer uma etapa na Volta, tem hipóteses de vestir a camisola amarela, mas vários corredores e diretores desportivos já admitiram que os últimos quilómetros podem &#8216;partir&#8217; a corrida e formar grupos mais pequenos.</P><br />
<P>O português Rafael Reis (Anicolor-Campicarn) fecha o pódio, a sete segundos do camisola amarela, enquanto o bicampeão da prova, o russo Artem Nych (Anicolor-Campicarn) é quinto, a 14 segundos.</P></p>
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		<title>&#8220;Comboio da ponte&#8221; revolucionou mobilidade entre margens do Tejo &#8212; Fertagus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 04:00:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Ponte 25 de Abril é o troço icónico do trajeto dos comboios da Fertagus, empresa que inaugurou a travessia ferroviária naquela infraestrutura e que transportou 560 milhões de passageiros desde 1999, mais do que a população da União Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Ponte 25 de Abril é o troço icónico do trajeto dos comboios da Fertagus, empresa que inaugurou a travessia ferroviária naquela infraestrutura e que transportou 560 milhões de passageiros desde 1999, mais do que a população da União Europeia.</P><br />
<P>Inaugurada em 06 de agosto de 1966 para ligar as cidades de Lisboa e Almada, a Ponte 25 de Abril (com o nome inicial de Ponte Salazar), a primeira a ser construída sobre o estuário do Tejo, completa hoje 60 anos, mas só mais de 30 anos depois é que os comboios começariam a fazer a travessia entre as duas margens, revolucionando a mobilidade entre a margem sul do rio Tejo e a capital.</P><br />
<P>&#8220;Para a Fertagus, a relação com a Ponte de 25 de Abril é muito forte, nós quando precisamos de explicar quem é a Fertagus, [dizemos que] a Fertagus é o comboio da ponte&#8221;, disse à Lusa Clara Esquível, administradora na Fertagus, a primeira empresa privada a realizar transporte ferroviário de passageiros no país e também a inaugurar a travessia da ponte com este modo de transporte. </P><br />
<P>O início da operação ferroviária na ponte, em 27 de julho de 1999, &#8220;veio, de facto, trazer uma grande rapidez nas deslocações&#8221;, apontou a responsável da transportadora que começou por fazer a ligação entre Fogueteiro (concelho do Seixal, distrito de Setúbal) e Entrecampos (Lisboa), servindo sete estações e com um tempo de percurso de 27 minutos. </P><br />
<P>Em 2003, a ligação estendeu-se a Roma-Areeiro (Lisboa) e, em 2004, completou-se a extensão a Setúbal, passando a ligar aquela cidade à capital em 57 minutos.</P><br />
<P>Nos últimos anos, a empresa, que transportou 3,5 milhões de passageiros no primeiro ano em operação, tem sentido um crescimento da procura, devido sobretudo à redução dos preços dos passes, no âmbito do Programa de Apoio à Redução Tarifária criado em 2019, e ao aumento da população na margem sul do Tejo.</P><br />
<P>&#8220;Nós crescemos, de 2018 para 2025, 50% da nossa procura, passámos de 21 milhões de passageiros para 31,8 milhões de passageiros, portanto é muito significativo este crescimento e este impacto que os títulos Navegante trouxeram para o serviço da Fertagus&#8221;, realçou Clara Esquível.</P><br />
<P>Só no primeiro semestre deste ano já foram contabilizados 15,6 milhões de passageiros.</P><br />
<P>Este aumento trouxe desafios à operação da transportadora, que admite que necessita de reforçar a oferta em horas de ponta, o que &#8220;nem sempre é fácil num curto espaço de tempo&#8221;, até porque o processo é muito mais complexo do que simplesmente ir comprar mais comboios.</P><br />
<P>&#8220;Julgamos que o reforço de oferta será possível, o Governo está a trabalhar em medidas e julgamos que, durante o próximo ano, já poderão haver medidas que irão melhorar esta situação&#8221;, afirmou a administradora.</P><br />
<P>Aliado à rapidez, a Fertagus considera que a complementaridade com outros serviços de transporte e a fiabilidade do serviço são também razões para a preferência pelo comboio na travessia do rio Tejo.</P><br />
<P>&#8220;O nosso serviço é extremamente fiável, nós, desde sempre, realizamos mais de 99% dos nossos horários, ainda em 2025 nós tivemos uma taxa de realização de horários de 99,3%, isto é um valor extremamente elevado, não só a nível nacional, como uma referência também a nível internacional&#8221;, enfatizou Clara Esquível.</P><br />
<P>Adicionalmente, apontou, a Fertagus foi pioneira na criação de parques de estacionamento nas estações da margem sul, que os clientes podem usar com o mesmo título de transporte, contando atualmente com mais de 6.500 lugares, e foi a primeira empresa a contratar mulheres para a condução dos comboios, logo desde 1999, tendo hoje em dia uma mulher chefe de maquinistas.</P><br />
<P>Segundo dados da empresa, são transportados diariamente nos seus comboios mais de 133 mil passageiros, em média, o que permitiu, em 27 anos de operação, retirar da Ponte 25 de Abril mais de 95 milhões de automóveis e evitar a emissão de mais de um milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2).</P><br />
<P>Desde 1999, os comboios da Fertagus já percorreram cerca de 58 milhões de quilómetros, o equivalente a 1.450 voltas à Terra.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798122]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Manutenção da Ponte 25 de Abril custa em média cerca de 1,6 milhões de euros por ano &#8211; IP</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/manutencao-da-ponte-25-de-abril-custa-em-media-cerca-de-16-milhoes-de-euros-por-ano-ip/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 04:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A manutenção e inspeção da Ponte 25 de Abril, que celebra hoje 60 anos, custa em média cerca de 1,6 milhões de euros por ano à Infraestruturas de Portugal (IP), que assegura os "mais elevados padrões de segurança".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A manutenção e inspeção da Ponte 25 de Abril, que celebra hoje 60 anos, custa em média cerca de 1,6 milhões de euros por ano à Infraestruturas de Portugal (IP), que assegura os &#8220;mais elevados padrões de segurança&#8221;.</P><br />
<P>A Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada, &#8220;é objeto de inspeção e manutenção permanentes&#8221;, garantiu a IP, em resposta à agência Lusa, detalhando que existe &#8220;uma equipa interna exclusivamente dedicada&#8221; a estas funções.</P><br />
<P>&#8220;Estas atividades representam um investimento médio anual de cerca de 1,6 milhões de euros, abrangendo inspeções, manutenção, materiais consumíveis e equipamentos, bem como estudos, projetos e serviços de consultoria&#8221;, adiantou a empresa pública gestora das redes rodoviárias e ferroviárias.</P><br />
<P>Inaugurada em 06 de agosto de 1966, esta ponte suspensa é uma referência internacional da engenharia, com um tabuleiro com mais de dois quilómetros (km) de comprimento, 74.196 km de fio de aço e 72.600 toneladas de aço utilizadas na construção.</P><br />
<P>As suas torres principais elevam-se 196 metros acima do nível da água e o pilar sul atinge uma profundidade de 80 metros abaixo do nível da água.</P><br />
<P>Para a sua manutenção, a IP conta ainda com o apoio de entidades especializadas, como o ISQ &#8212; Instituto de Soldadura e Qualidade e o LNEC &#8212; Laboratório Nacional de Engenharia Civil, responsável pela monitorização estrutural da ponte, &#8220;incluindo o acompanhamento do comportamento global da estrutura, a monitorização geodésica e a implementação de planos de instrumentação, entre outros trabalhos especializados destinados a verificar o comportamento da infraestrutura em exploração face aos critérios adotados na sua conceção&#8221;.</P><br />
<P>Também o projetista original da ponte, a empresa norte-americana Parsons, continua a acompanhar o comportamento da estrutura e as principais intervenções nela realizadas, em articulação com a IP, apontou a entidade.</P><br />
<P>A mais recente empreitada de reabilitação e reforço estrutural foi concluída em março de 2024 e, atualmente, estão em desenvolvimento estudos para o projeto de pintura geral da ponte, para &#8220;assegurar a preservação e a durabilidade desta infraestrutura&#8221;, revelou a IP.</P><br />
<P>Em setembro de 2025, o eleito do Chega em Lisboa Bruno Mascarenhas afirmou, numa reunião da Assembleia Municipal, que a ponte &#8220;está num estado preocupante em termos da sua sustentação&#8221;.</P><br />
<P>Questionada pela Lusa, a IP garantiu que as atividades de inspeção, monitorização e manutenção realizadas &#8220;asseguram que a Ponte 25 de Abril continua a responder aos mais elevados padrões de segurança, fiabilidade e desempenho, preservando uma infraestrutura emblemática que, todos os dias, garante a travessia do rio Tejo a centenas de milhares de pessoas&#8221;.</P><br />
<P>Atualmente, de acordo com a IP, a ponte é utilizada diariamente por cerca de 150 mil veículos e 174 comboios, servindo, nas suas valências rodoviária e ferroviária, mais de 100 milhões de utilizadores por ano.</P><br />
<P>Além desta infraestrutura, em 1998 foi inaugurada uma segunda ponte sobre o Tejo em Lisboa, a Ponte Vasco da Gama, estando atualmente prevista a construção de uma nova travessia rodoferroviária entre Chelas e Barreiro e uma ligação rodoviária entre Algés e Trafaria.</P><br />
<P>Relativamente à Terceira Travessia do Tejo, a IP disse que se encontra &#8220;a desenvolver, por incumbência do Governo, os estudos técnicos, económicos e ambientais necessários à concretização do projeto da nova travessia rodoferroviária&#8221;, prevendo-se a submissão do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) durante o terceiro trimestre deste ano, ou seja, até setembro.</P><br />
<P>Segundo a IP, a ligação rodoviária entre Algés e Trafaria é identificada como &#8220;projeto prioritário&#8221; pelo atual Governo, estimando-se que o concurso do Estudo Prévio e Estudo de Impacte Ambiental seja lançado até final do ano.</P><br />
<P>No âmbito dos 60 anos da Ponte 25 de Abril, a agência Lusa solicitou uma entrevista à IP, bem como uma visita a esta infraestrutura, mas apenas obteve uma resposta escrita.</P><br />
<P></P><br />
<P>SSM/MPE // VAM</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798124]]></sapo:autor>
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		<title>Com 60 anos, Ponte 25 de Abril continua a preferida na travessia entre Lisboa e margem sul do Tejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 04:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ponte 25 de Abril celebra hoje seis décadas a ligar Lisboa e Almada. Já não é a única ponte sobre o Tejo na capital portuguesa, depois da Ponte Vasco da Gama, mas continua a ser a mais movimentada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Ponte 25 de Abril celebra hoje seis décadas a ligar Lisboa e Almada. Já não é a única ponte sobre o Tejo na capital portuguesa, depois da Ponte Vasco da Gama, mas continua a ser a mais movimentada.</P><br />
<P>&#8220;Um dia histórico: inaugurou-se a Ponte&#8221;, noticiava em agosto de 1966 o Diário Popular, indicando que &#8220;a inauguração da grande ponte sobre o Tejo atraiu milhares e milhares de pessoas a todos os pontos altos de Lisboa e de Almada, desejosas de assistirem a esse momento histórico&#8221;.</P><br />
<P>Construída em pleno regime do Estado Novo, a primeira ponte sobre o Tejo em Lisboa foi inaugurada com o nome de Ponte Salazar, embora, segundo o livro &#8220;A Ponte Inevitável&#8221;, de Luís F. Rodrigues, o ditador não querer dar o seu nome à infraestrutura, tendo cedido à pressão &#8220;do ministro das Obras Públicas, engenheiro Arantes e Oliveira, corroborado pelo Presidente da República, Américo Thomaz&#8221;.</P><br />
<P>Com início de construção em novembro de 1962, a obra ficou concluída em menos de quatros anos, seis meses antes do prazo previsto, com um custo final de 4,49 milhões de contos, cerca de 22,39 milhões de euros.</P><br />
<P>A semelhança com a ponte Golden Gate, em São Francisco, não é uma coincidência já que ambas foram construídas pela empresa norte-americana American Bridge Company, mas, apesar de as duas serem pontes suspensas por cabos de aço em torres metálicas de cor alaranjada, a infraestrutura portuguesa tem já dois tabuleiros, tendo sido preparada para receber tráfego de comboios, o que só viria a acontecer cerca de três décadas após a inauguração.</P><br />
<P>Considerada &#8220;a maior obra pública&#8221; realizada até à data em Portugal, a construção envolveu cerca de 3.000 trabalhadores diariamente, 14 empresas de construção civil, das quais 11 portuguesas, e dezenas de milhares de toneladas de aço, fazendo desta infraestrutura uma referência internacional da engenharia.</P><br />
<P>A ponte destaca-se por ter um vão principal com mais de um quilómetro, uma distância entre amarrações que ultrapassa os dois quilómetros e torres principais que se elevam a 196 metros acima do nível da água, com o pilar sul a atingir cerca de 80 metros de profundidade abaixo do nível do rio.</P><br />
<P>Apesar das vantagens que trouxe à mobilidade entre as duas margens do Tejo, a sua construção não ficou livre de críticas devido ao impacto social em milhares de moradores do Vale de Alcântara que foram desalojados para a instalação dos acessos e pilares.</P><br />
<P>À época, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira criticou o regime de Salazar pelas condições desumanas em que levou a cabo o processo de desocupação dos bairros de barracas, comuns em Lisboa nessa altura, bem como os realojamentos que denunciou terem sido apressadamente executados e mal planeados, provocando situações dramáticas.</P><br />
<P>No folheto clandestino sobre a transferência de populações do Vale de Alcântara para a Musgueira, o arquiteto apontou que, quando se começou a aproximar a data de inauguração, as operações de desalojamento assumiram a finalidade confessa de &#8220;limpar&#8221; paisagisticamente a envolvente da ponte.</P><br />
<P>Ao longo dos 60 anos da existência da ponte, o tráfego rodoviário foi aumentando, ano após ano, permanecendo 2005 como o ano recorde, com a circulação de mais de 57 milhões de viaturas, com uma média diária de 156 mil veículos, o que é justificado com a forte expansão demográfica e imobiliária da Península de Setúbal, como Almada, Seixal e Barreiro.</P><br />
<P>Os anos de pandemia da covid-19, nomeadamente 2020 e 2021, foram os que registaram menor tráfego rodoviário na Ponte 25 de Abril, com uma média diária de 115 mil e 124 mil, respetivamente, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) entre 1998 e 2024.</P><br />
<P>Em março de 1998 é inaugurada a segunda ponte sobre o Tejo na capital, a Ponte Vasco da Gama, ligando o município de Alcochete a Lisboa e Sacavém, no entanto a 25 de Abril continua a ser a mais movimentada, com mais do dobro do tráfego.</P><br />
<P>Atualmente, de acordo com a Infraestruturas de Portugal (IP), a ponte é utilizada diariamente por cerca de 150 mil veículos e 174 comboios, servindo, nas suas valências rodoviária e ferroviária, mais de 100 milhões de utilizadores por ano.</P><br />
<P>Desde a inauguração em 1966, foram aplicadas tarifas aos condutores para atravessar a ponte, inicialmente 10 escudos para um veículo de classe 1, tendo-se verificado sucessivos aumentos até aos atuais 2,25 euros, sendo que entre 1996 e 2010 não se pagou portagens no mês de agosto.</P><br />
<P>Esta medida surge na sequência do famoso &#8220;buzinão&#8221; em 1994 contra o aumento de 50% do valor das portagens, bem como do acordo de concessão com a Lusoponte, que explora a infraestrutura rodoviária desde janeiro de 1996.</P><br />
<P>Ainda este ano, houve um &#8220;buzinão&#8221; de protesto contra o aumento de 2,29% das portagens, organizado pela associação de utentes da ponte, que reivindicam o fim do pagamento.</P><br />
<P></P><br />
<P>SSM/MPE // VAM</P></p>
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		<title>Polícia sul-coreana faz buscas na federação de futebol relacionadas com nomeação de selecionador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 03:59:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A polícia sul-coreana anunciou ter realizado buscas hoje nas instalações da federação nacional de futebol, no âmbito de um inquérito sobre as condições de nomeação do selecionador da equipa masculina, eliminada na primeira fase do Mundial 2026.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A polícia sul-coreana anunciou ter realizado buscas hoje nas instalações da federação nacional de futebol, no âmbito de um inquérito sobre as condições de nomeação do selecionador da equipa masculina, eliminada na primeira fase do Mundial 2026.</P><br />
<P>A polícia levou a cabo &#8220;operações de busca e apreensão&#8221; nos escritórios da federação sul-coreana de futebol, disse um porta-voz da polícia à agência France-Presse (AFP).</P><br />
<P>As forças de segurança procuram determinar se ocorreu uma &#8220;obstrução&#8221; ao normal decorrer do processo de nomeação de Hong Myung-bo em 2024, acrescentou o porta-voz.</P><br />
<P>Segundo a imprensa local, as autoridades estão a tentar apurar se altos responsáveis da federação intervieram indevidamente na sua designação, possivelmente em violação das regras da organização. Contactada pela AFP, a federação não quis prestar declarações.</P><br />
<P>Hong, de 57 anos, colocou termo ao segundo mandato à frente da seleção sul-coreana no final de junho, no seguimento de um novo fracasso pesado num campeonato do mundo de futebol como selecionador, tal como já tinha acontecido no Mundial 2014.</P><br />
<P>No final de julho, Hong afirmou a uma comissão parlamentar que assumia a &#8220;total responsabilidade&#8221; por esta eliminação.</P><br />
<P>O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, atribuiu o insucesso às &#8220;pessoas incompetentes&#8221; promovidas a cargos de direção, numa declaração a aludir ao &#8220;sectarismo&#8221; que estaria a manchar o recrutamento ao mais alto nível da modalidade.</P><br />
<P>Após uma vitória promissora frente à República Checa (2-1), a equipa sul-coreana acabou por ser derrotada pelo México e pela África do Sul, em ambos os jogos por 1-0, terminando com um saldo de três pontos insuficiente para passar à próxima ronda da competição.</P><br />
<P>Antigo capitão da seleção, Hong Myung-bo é considerado um dos melhores jogadores da história do país. No Mundial 2002, disputado em casa e em que a Coreia do Sul alcançou as meias-finais, o defesa conquistou a Bola de Bronze, que distingue o terceiro melhor jogador do torneio.</P></p>
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		<title>Brasil quer emitir dívida em yuan todos os anos para atrair investidores chineses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 03:52:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil pretende emitir obrigações em yuan na China todos os anos para criar uma referência de mercado que facilite o financiamento de empresas brasileiras junto de investidores chineses, afirmou hoje um alto responsável do Tesouro do país sul-americano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Brasil pretende emitir obrigações em yuan na China todos os anos para criar uma referência de mercado que facilite o financiamento de empresas brasileiras junto de investidores chineses, afirmou hoje um alto responsável do Tesouro do país sul-americano.</P><br />
<P>O vice-secretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Francisco Segundo, afirmou, num seminário organizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, que o objetivo da primeira emissão, prevista para antes do final do ano, é sobretudo estratégico e não de financiamento.</P><br />
<P>&#8220;Tendo em conta a dimensão da nossa economia, trata-se muito mais de uma operação qualitativa do que quantitativa&#8221;, disse o responsável. &#8220;É obviamente um recurso bem-vindo e tende a ser barato, mas o mais importante é abrir portas a novos investidores&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Segundo explicou que o Governo brasileiro pretende estabelecer uma curva de rendimentos soberana na moeda chinesa, inexistente até agora, para servir de referência às empresas brasileiras que pretendam captar financiamento no mercado chinês.</P><br />
<P>&#8220;Em todos os mercados onde concluímos que há sucesso e potencial, temos de estar presentes. Temos de ir uma vez, duas, três vezes. Temos de estar lá todos os anos&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>As chamadas &#8220;obrigações panda&#8221; são títulos de dívida emitidos por entidades estrangeiras no mercado obrigacionista chinês, denominados em yuan e destinados a investidores locais. Desde dezembro de 2022, quando as autoridades chinesas eliminaram a obrigação de manter os fundos obtidos dentro da China, este instrumento tornou-se mais atrativo para emissores estrangeiros.</P><br />
<P>Dados da agência Bloomberg indicam que as emissões de entidades estrangeiras registaram este ano uma taxa média de cupão de 1,97%, bastante abaixo dos custos de financiamento em dólares, que rondam entre 4,5% e 5,5%.</P><br />
<P>O Brasil formalizou, em junho, o pedido para emitir obrigações panda, quando o ministro das Finanças, Dario Durigan, entregou uma carta de intenções ao governador do Banco Popular da China (banco central), Pan Gongsheng, que manifestou disponibilidade para facilitar a operação.</P><br />
<P>Se avançar, o Brasil tornar-se-á o primeiro Estado soberano da América Latina a emitir obrigações panda, seguindo exemplos recentes de países como Cazaquistão, Paquistão, Eslovénia e Indonésia.</P><br />
<P>Portugal tornou-se, em 2019, o primeiro país da zona euro a emitir obrigações panda, ao colocar dois mil milhões de yuan (cerca de 260 milhões de euros à taxa de câmbio da altura) em títulos com maturidade de três anos, numa operação destinada a diversificar a base de investidores e reforçar a presença no mercado financeiro chinês.</P><br />
<P>O montante da emissão pelo Brasil permanece, contudo, indefinido. Em junho, Durigan apontou para um valor até cinco mil milhões de yuan (cerca de 641 milhões de euros), enquanto o secretário do Tesouro brasileiro, Daniel Leal, referiu em julho um objetivo próximo de 10 mil milhões de yuan (1,2 mil milhões de euros). Caso se confirme o valor mais elevado, a operação ultrapassará o recorde estabelecido pela Indonésia, que emitiu sete mil milhões de yuan (quase 900 milhões de euros) em julho.</P><br />
<P>Francisco Segundo indicou que a candidatura já foi aprovada pelas autoridades chinesas e que apenas restam procedimentos técnicos, incluindo a contratação de uma agência chinesa de notação financeira para avaliar a dívida soberana brasileira.</P><br />
<P>Apesar de manter como objetivo concluir a emissão ainda este ano, o responsável admitiu que não existe garantia de que a operação seja realizada antes do final de 2026.</P><br />
<P>A decisão de regressar regularmente ao mercado chinês resulta também da experiência europeia. O Brasil emitiu dívida em euros em 2014, permaneceu mais de uma década afastado desse mercado e regressou apenas em abril deste ano com uma emissão de cinco mil milhões de euros, a maior da sua história em moeda europeia.</P><br />
<P>Segundo afirmou que essa ausência prolongada prejudicou a curva de rendimentos da dívida brasileira em euros, reduzindo a sua utilidade como referência para empresas privadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798120]]></sapo:autor>
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		<title>Província chinesa de Zhejiang retira mais de 10.000 pessoas devido ao tufão Dolphin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 03:03:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A província chinesa de Zhejiang (leste) retirou preventivamente mais de 10.000 habitantes de algumas das suas ilhas devido à aproximação do tufão Dolphin, que se dirige para o mar do Leste da China.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A província chinesa de Zhejiang (leste) retirou preventivamente mais de 10.000 habitantes de algumas das suas ilhas devido à aproximação do tufão Dolphin, que se dirige para o mar do Leste da China.</P><br />
<P>O Dolphin, o 13.º tufão da temporada segundo a classificação chinesa, encontrava-se às 05:00 locais de hoje (22:00 de quarta-feira em Lisboa) a cerca de 1.360 quilómetros a leste da cidade costeira de Wenzhou, com ventos máximos de 42 metros por segundo, informou o Centro Meteorológico Nacional.</P><br />
<P>O organismo prevê que o sistema, classificado como tufão forte, avance para oeste a uma velocidade entre 15 e 20 quilómetros por hora, mantendo uma intensidade estável ou ligeiramente superior.</P><br />
<P>Segundo a previsão oficial, o Dolphin atravessará na sexta-feira as ilhas Ryukyu e entrará depois no mar do Leste da China, aproximando-se gradualmente da costa da China.</P><br />
<P>A evolução surge após as autoridades chinesas terem delineado esta semana duas possíveis trajetórias: uma chegada à costa entre as províncias de Zhejiang e Fujian, no sudeste do país, por volta da próxima segunda-feira, ainda como tufão ou tufão forte, ou uma mudança de direção para norte, com um eventual impacto já enfraquecido entre o estuário do rio Yangtsé e a península de Shandong.</P><br />
<P>Zhejiang ativou na noite de quarta-feira um alerta de nível três para tufões nas águas costeiras da província.</P><br />
<P>As autoridades retiraram mais de 10.000 pessoas das ilhas, enquanto várias ligações marítimas da província deverão ser suspensas a partir de hoje devido ao vento, informou na quarta-feira à noite a televisão estatal CCTV.</P><br />
<P>Na província de Cantão, no sudeste da China, a Administração Marítima anunciou controlos ao tráfego de navios a partir da tarde de hoje para as embarcações que naveguem para norte pela entrada sul do estreito de Taiwan.</P><br />
<P>O Dolphin chega num verão marcado na China por tufões, chuvas torrenciais, cheias e deslizamentos de terras, que já provocaram dezenas de mortos e a retirada preventiva de centenas de milhares de pessoas em várias províncias.</P><br />
<P>Os ministérios chineses das Finanças e da Gestão de Emergências atribuíram na quarta-feira 330 milhões de yuan (cerca de 42,3 milhões de euros) do fundo central de auxílio a catástrofes naturais a oito regiões afetadas por inundações: Heilongjiang, Liaoning e Jilin, no nordeste, Chongqing, Sichuan, Guizhou e Yunnan, no sudoeste, e Shaanxi, no noroeste do país.</P><br />
<P>As verbas destinam-se a operações de busca e salvamento, retirada e reinstalação de desalojados, resposta de emergência, eliminação de riscos, prevenção de desastres secundários e reparação de habitações danificadas.</P></p>
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