Taxa de juro na habitação cai pelo 16.º mês em maio para 3,570%

A taxa de juro implícita no crédito à habitação recuou em maio pelo 16.º mês consecutivo, para 3,570%, menos 9,3 pontos base do que em abril e o valor mais baixo desde maio de 2023, divulgou hoje o INE.

Executive Digest com Lusa
Junho 18, 2025
11:46

A taxa de juro implícita no crédito à habitação recuou em maio pelo 16.º mês consecutivo, para 3,570%, menos 9,3 pontos base do que em abril e o valor mais baixo desde maio de 2023, divulgou hoje o INE.

“A taxa de juro implícita no crédito à habitação desceu para 3,570%, valor inferior em 9,3 pontos base face ao registado no mês anterior, acumulando uma redução de 108,7 pontos base desde o máximo atingido em janeiro de 2024 (4,657%)”, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 3,060% em abril para 3,057% em maio, registando um recuo mensal 0,3 pontos base e uma diminuição acumulada de 132,3 pontos base desde o máximo atingido em outubro de 2023.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização).

Para a aquisição de habitação, o destino de financiamento mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu 8,9 pontos base face a abril, para 3,555%.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, esta taxa recuou 0,7 pontos base comparativamente com o mês anterior, fixando-se em 3,052%.

Em maio, para a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 395 euros, um euro abaixo do mês anterior e menos nove euros (-2,2%) do que em maio de 2024.

Destes 395 euros, 210 euros (53%) corresponderam a pagamento de juros e 185 euros (47%) a capital amortizado.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu 20 euros em maio face ao mês anterior, para 641 euros, e aumentou 6,3% face ao mesmo mês de 2024.

Em maio, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 629 euros face a abril, fixando-se em 71.042 euros.

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 153.717 euros, mais 3.486 euros do que em abril.

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