A taxa de inflação anual da zona euro volta a subir em setembro, para os 3,4%, puxada pelo crescimento dos preços dos combustíveis, segundo uma estimativa rápida do Eurostat, hoje divulgada.

A inflação anual acelerou em setembro pelo terceiro mês consecutivo, fixando-se nos 3,4% nos países da moeda única, que se comparam com os 3,0% do mês anterior e os -0,3% homólogos.

Para Pierre Veyret, analista técnico da ActivTrades, entrevistado pela Executive Digest, “os dados europeus relativos à inflação de setembro voltaram a superar as estimativas, que pesaram no sentimento de mercado atual num vasto leque de ativos. Se tanto os níveis como o ritmo desta onda se parecem com o que tivemos em 2008, o contexto macro permanece diferente”.
Como explica o especialista, “em 2008, a inflação mais elevada veio de uma procura exacerbada que levou a uma bolha de mercado (Imobiliário – Subprimes), enquanto o atual aumento é inteiramente impulsionado pela política extremamente dovish do BCE que tomou medidas sem precedentes para sustentar o crescimento quando uma pandemia atingiu”.
Questionado sobre até quando assistiremos a esta subida dos preços, Pierre Veyret avisa que “tudo leva a crer que a inflação deverá então diminuir pouco “depois de o BCE começar a reduzir o seu enorme programa mensal de compra de obrigações e, mais importante, avançar com uma nova subida de taxas (prevista para o próximo ano ou início de 2023)”.
“A falta de liquidez aliada à perspetiva de taxas de endividamento mais elevadas deverá exercer pressão sobre os preços na perspetiva a curto prazo”, remata”, remata o especialista.