Em junho, a taxa de desemprego (conceito da Organização Internacional do Trabalho, OIT) situou-se em 7,0%, mais 1,1 p.p. que no mês precedente, mais 0,8 p.p que há três meses e mais 0,4 p.p. que há um ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados esta quarta-feira.
A população empregada registou uma subida de 0,1% relativamente ao mês anterior, sofrendo quedas de 3,2% em relação a três meses antes e 3,6% por comparação com o mesmo mês de 2019.
Os números do INE mostram que em junho havia 4.657,9 mil empregos em Portugal, menos 154,5 mil do que em fevereiro, mês que antecedeu à chegada da pandemia da Covid-19.
Já a taxa subutilização de trabalho situou-se em 15,4%, mais 0,8 p.p que em maio, atingindo 820 mil pessoas.
O INE aponta que para o aumento mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês, ao contrário do sucedido nos meses anteriores, “contribuiu exclusivamente o aumento do número de desempregados e do subemprego de trabalhadores a tempo parcial, já que diminuiu o número dos inativos à procura de emprego mas não disponíveis para trabalhar e o de inativos disponíveis mas que não procuram emprego”.
Assim, remontando a fevereiro, mais de 180 mil empregos foram destruídos face à pandemia do novo coronavírus.
O INE acrescenta ainda os dados consolidados de maio, em que a taxa de desemprego (conceito OIT) situou-se em 5,9%, menos 0,4 pontos percentuais (p.p.) que no mês precedente, menos 0,5 p.p que há três meses e menos 0,7 p.p. que há um ano.
Em maio, a população empregada em Portugal registou uma descida 2,0% relativamente ao mês anterior e de 3,8% em relação a três meses antes e ao mesmo mês de 2019, enquanto a taxa de subutilização de trabalho situou-se em 14,6%, mais 1,2 p.p. que no mês precedente, mais 2,2 p.p. que há 3 meses e mais 1,6 p.p. que há um ano.







