Tarifas: Londres e Otava continuarão diálogo com Governo Trump após decisão de Supremo dos EUA

Os governos britânico e canadiano indicaram hoje que prosseguirão o diálogo com o Governo Trump para entender como a decisão do Supremo Tribunal norte-americano considerando ilegais os direitos aduaneiros impostos afetará os respetivos países.

Executive Digest com Lusa

Os governos britânico e canadiano indicaram hoje que prosseguirão o diálogo com o Governo Trump para entender como a decisão do Supremo Tribunal norte-americano considerando ilegais os direitos aduaneiros impostos afetará os respetivos países.


“Trabalharemos com o Governo norte-americano para compreender como esta decisão afetará os direitos aduaneiros para o Reino Unido e o resto do mundo”, declarou um porta-voz do Governo britânico num comunicado, prometendo que este “apoiará as empresas britânicas à medida que mais pormenores forem anunciados”.


“O Reino Unido beneficia das tarifas recíprocas mais baixas do mundo e, seja qual for o cenário, esperamos que a nossa posição comercial privilegiada com os Estados Unidos seja mantida”, acrescentou, referindo-se a um acordo com Washington que permite a Londres beneficiar de tarifas limitadas a 10% sobre a maioria dos produtos britânicos.


Por seu lado, o ministro canadiano responsável pelas relações comerciais entre o Canadá e os Estados Unidos, Dominic LeBlanc, considerou que a decisão do Supremo Tribunal norte-americano “reforça a posição do Canadá” de que os direitos aduaneiros impostos pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, são “injustificados”.


A decisão de ilegalidade hoje emitida diz, no entanto, respeito às tarifas aduaneiras apresentadas como “recíprocas” por Donald Trump, mas não às aplicadas a setores específicos, como o automóvel ou o aço e o alumínio.

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Na mensagem publicada na rede social X, Dominic LeBlanc reiterou que Otava vai prosseguir as conversações com Washington, porque as empresas canadianas continuam a ser alvo dessas taxas aduaneiras que afetam setores fundamentais da economia.


Os direitos aduaneiros chamados “recíprocos” tinham sido anunciados em abril de 2025, com a apresentação de uma tabela representando as diferentes taxas aplicadas em função da origem dos produtos.


Eles afetam o Canadá apenas marginalmente, devido ao acordo de comércio livre existente entre Estados Unidos, México e Canadá — um acordo que Washington tenciona rever totalmente nos próximos meses.

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A decisão do Supremo norte-americano é unicamente “jurídica, e não um reiniciar da política comercial norte-americana”, afirmou a presidente e diretora-geral da Câmara de Comércio do Canadá, Candace Laing, num comunicado hoje divulgado.


“Ela não será seguramente o capítulo final desta história interminável”, acrescentou, considerando que o Canadá “deve preparar-se para a utilização de novos mecanismos mais diretos”, e dizendo recear, inclusive, uma possível reação norte-americana que possa ter “efeitos mais amplos e disruptivos”.


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