Tarifa simples ou bi-horária: 94% dos portugueses preferem previsibilidade. Quais as diferenças?

Quase todos os consumidores continuam a preferir previsibilidade e controlo nos custos de eletricidade. Apenas 5,58% escolheram tarifas bi-horárias em maio, revela o ComparaJá.

Executive Digest com ComparaJá.pt
Junho 19, 2025
17:00

Quase todos os consumidores continuam a preferir previsibilidade e controlo nos custos de eletricidade. Apenas 5,58% escolheram tarifas bi-horárias em maio, revela o ComparaJá.

Quando se trata de escolher a tarifa de eletricidade, os portugueses parecem estar cada vez mais alinhados. Segundo os dados mais recentes do ComparaJá, 94,42% dos consumidores optaram por tarifas simples no mês de maio – aquelas em que o preço por kWh se mantém igual durante todo o dia.

A tarifa bi-horária continua a representar uma fatia muito reduzida do mercado, com apenas 5,58% das adesões. No caso das tarifas tri-horárias, não foram registadas novas subscrições.

Tarifas simples continuam a ser a escolha da maioria

A grande maioria dos portugueses continua a optar por tarifas simples de eletricidade. Mas porquê esta escolha tão clara?

A resposta parece ser simples: previsibilidade e controlo sobre a fatura. Com as tarifas simples, o preço do kWh mantém-se constante ao longo do dia, o que facilita o planeamento do orçamento familiar — uma vantagem cada vez mais valorizada num contexto de volatilidade dos preços da energia.

“Os consumidores procuram tranquilidade. Preferem saber exatamente quanto vão pagar todos os meses, sem surpresas”, explica José Trovão, Head of Consumer Credit and Utilities do ComparaJá.

Esta procura por segurança ajuda a explicar a preferência por tarifas simples, mesmo perante a possibilidade de poupança com planos mais dinâmicos.

Identificar poupança em segundos

Mesmo que a tarifa simples seja a mais escolhida, nem sempre é a mais vantajosa para todos os perfis. Ferramentas como o leitor de faturas do ComparaJá permitem, em apenas 5 segundos, gratuitamente e sem compromissos, perceber se é possível poupar com outro plano.

Num contexto de preços instáveis, a recomendação é clara: simular, comparar e escolher o tarifário mais ajustado ao perfil de consumo. Uma decisão que pode traduzir-se em poupanças reais, mês após mês.

Tarifas bi-horárias registam baixa adesão

Apesar de as tarifas simples dominarem, as tarifas bi-horárias continuam a ser uma opção válida, especialmente para quem consome mais eletricidade à noite — por exemplo, no carregamento de veículos elétricos ou uso de eletrodomésticos fora das horas de ponta.

Ainda assim, a adesão permanece baixa. Para a maioria dos consumidores, evitar complexidade e manter hábitos de consumo estáveis continua a pesar mais do que a eventual poupança. Já a tarifa tri-horária, mais exigente em termos de gestão de consumo, não teve qualquer subscrição em maio.

Diferenças de preço podem ultrapassar os 40%

A escolha da tarifa é relevante, mas a escolha do fornecedor pode ter um impacto ainda maior. De acordo com o relatório de mercado do ComparaJá, a diferença entre a proposta mais barata e a mais cara pode superar os 40%.

Por exemplo, para uma família com consumo médio de 908 kWh/mês, a fatura mais económica ronda os 186,89€ mensais, enquanto a mais elevada ultrapassa os 312,70€ — uma diferença de mais de 125€ por mês.

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