A TAP vai pedir adesão ao regime de lay-off, avança a SIC Notícias. Esta foi uma das questões abordadas nas reuniões da tarde desta segunda feira entre a administração e os vários sindicatos.
De acordo com a estação, serão abrangidas todas as categorias profissionais incluindo pilotos e pessoal de bordo.
O objetivo do pedido ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social é preservar os postos de trabalho e assegurar a viabilidade da companhia e a sua operacionalidade, numa altura em que as companhias aéreas estão com profundos problemas de liquidez devido à pandemia de coronavírus.
O ‘lay-off’ simplificado (que permite a redução temporária do período normal de trabalho ou a suspensão de contrato de trabalho) entrou em vigor na sexta-feira e é uma das medidas excecionais aprovadas pelo Governo para manutenção dos postos de trabalho no âmbito da crise causada pela pandemia de covid-19.
As empresas que aderirem podem suspender o contrato de trabalho ou reduzir o horário dos trabalhadores que, por sua vez, têm direito a receber dois terços da remuneração normal ilíquida, sendo 70% suportada pela Segurança Social e 30% pela empresa.
A empresa já dispensou cerca de 100 trabalhadores através da não renovação de contratos e tem em curso um programa de licenças sem vencimento. Empréstimos e facilidades ao nível do financiamento são apoios que estão em cima da mesa, não sendo de excluir uma injecção de capital na empresa, onde o Estado detém 50%.
A partir de dia 1 de abril e até 4 de maio, a TAP irá voar apenas para os Açores e para a Madeira, deixando de operar voos de e para o estrangeiro e suspendendo a ligação entre Lisboa e Porto.






