TAP. Refeições na classe económica ficam reduzidas a snacks

Os passageiros da TAP que viajem em classe económica nos voos de médio curso da companhia – como Paris e Barcelona – vão passar a ser diferenciados nas refeições, segundo uma nota emitida pela empresa liderada por Antonoaldo Neves.

Ana Rita Rebelo

Os passageiros da TAP que viajem em classe económica nos voos de médio curso da companhia – como Paris e Barcelona – vão passar a ser diferenciados nas refeições, segundo uma nota emitida pela empresa liderada por Antonoaldo Neves e citada pelo “Expresso”.

A novidade entra em vigor a 27 de Outubro. A TAP vai dividir a classe económica em dois – a “economy” e a “economyXtra” -, sendo que a primeira estará nos assentos verdes e a segunda nos vermelhos, e as refeições serão distintas. Os passageiros em assentos verdes só terão direito a um snack (batata frita e/ou pastel de nata) e a bebida (vinho, refrigerantes, café, água e/ou sumo).

Já os assentos vermelhos, terão direito a comida quente nas refeições principais, apenas em voos de duração superior a uma hora e 45 minutos.

Também nessa classe (EconomyXtra) haverá diferença consoante a duração do voo. Os mais curtos poderão escolher entre wraps, frutos secos e fruta fresca. Aqueles que duram até quatro horas vão já ter pequeno-almoço com iogurtes, fruta e croissant e, nas horas de lanche, sandes e wraps, com pastelaria, queijo e bolachas. Aqueles que se estendem entre quatro e quatro horas e meia vão ter refeições quentes e pequeno-almoço incluído.

Esta diferenciação na classe económica da TAP só acontecerá nas rotas operadas por Airbus.

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Em declarações ao “Expresso”, a empresa defende que «o objectivo desta evolução foi criar um produto com valor acrescentado para os passageiros, aumentando a flexibilidade na escolha da forma como cada um pretende viajar». «Ajustamos os serviços em terra e a bordo consoante cada tarifa. Nenhum passageiro deixará de ter refeição a bordo, apenas passar-lhe-á a ser oferecido um produto adequado à tarifa escolhida», acrescenta.

A TAP, recorde-se, é detida em 50% pela Parpública, em 45% pela Atlantic Gateway e em 5% pelos trabalhadores.

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