TAP: Neeleman sai e Estado reforça. Acordo pode ficar fechado hoje

Neste momento, está em cima da mesa a saída de David Neeleman da TAP, através de uma saída negociada, avança o ‘Expresso’.

Caso se concretize, poderá estar encontrada a forma de evitar o cenário de nacionalização que esta terça-feira também já foi avançado pela referida publicação, e que surgiu após o chumbo por parte dos acionistas privados da companhia da proposta de financiamento estatal.

Estarão assim em curso negociações para esta solução que implica a aquisição pelo Estado da posição de David Neelman mas desconhecem-se os montantes envolvidos para a saída e a forma como o Governo financiará a operação.

O ‘Expresso’ adianta ainda o acordo pode ser fechado ainda esta terça-feira.

Recorde-se, esta manhã, o ministro das Infraestruturas afirmou que se os privados não aceitarem as condições do Estado para um empréstimo de até 1.200 milhões de euros, a TAP terá de ser nacionalizada.

“Se o privado não aceitar as condições do Estado português, nós teremos de intervencionar a empresa, nacionalizar a empresa, sim, ou quer que nós deixemos a empresa cair?”, respondeu o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, perante os deputados da comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República.

Na mesma audição, o governante já tinha dito que a proposta do Estado com as condições para um empréstimo de até 1.200 milhões de euros à TAP foi chumbada [na segunda-feira] pelo Conselho de Administração, e admitiu “uma intervenção mais assertiva na empresa”.

De acordo com o governante, a proposta de contrato para o empréstimo vai ainda ser submetida ao sócio privado, a Atlantic Gateway, dos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa, cujos representantes se abstiveram na votação no Conselho de Administração.

Nessa reunião do Conselho de Administração, órgão liderado por Miguel Frasquilho, a proposta do Estado teve “os votos a favor dos administradores do Estado e as abstenções do privado, o que resultou no seu chumbo”, adiantou o governante.

Para ser aprovada, a proposta teria de ter maioria qualificada no Conselho de Administração, composto por 12 elementos – seis do Estado e seis do privado.

“Precisávamos de oito votos a favor para passar e ela foi chumbada, presumo que por isso apareceu um conjunto diverso de notícias”, afirmou.

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