TAP: Neeleman reitera explicações que deu em 2023 sobre investimento na companhia

O empresário David Neeleman, antigo acionista da TAP, disse hoje que não tem conhecimento do teor do recente relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) e reiterou as explicações que deu em 2023, segundo uma nota.

Executive Digest com Lusa

O empresário David Neeleman, antigo acionista da TAP, disse hoje que não tem conhecimento do teor do recente relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) e reiterou as explicações que deu em 2023, segundo uma nota.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

“Sobre o recente relatório da IGF de que tive conhecimento apenas através de notícias da comunicação social portuguesa, não conheço o seu teor”, começa por dizer o empresário na informação, enviada à Lusa.

“Mas sobre o investimento na TAP, em 2015, remeto para as respostas escritas que dei à comissão de inquérito do parlamento português e para artigo que publiquei no jornal Expresso em março de 2023, no qual expliquei detalhadamente o nosso investimento e a privatização na TAP”, destacou.

Nas respostas à comissão de inquérito, conhecidas em junho do ano passado, Neeleman rejeitou que os chamados ‘fundos Airbus’ tenham sido usados para comprar ações da transportadora aérea, garantindo mesmo que ajudaram a salvar a companhia “de uma insolvência imediata”.

O empresário referiu nessa altura que os montantes qualificados como ‘fundos Airbus’, uma terminologia que considera estar a ser usada “impropriamente”, não “serviram para adquirir as ações da TAP”.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Pelo contrário, assegurou, “as ações da TAP foram pagas pela Atlantic Gateway à Parpública pelo valor acordado e que correspondeu a 10 milhões de euros”.

Segundo Neeleman, “este preço foi pago com fundos próprios da Atlantic Gateway”, acrescentando que “antes de ser efetivado qualquer acordo com a Airbus”, antes de “ter administradores nomeados na TAP, antes de ter qualquer ação ou direito de voto na TAP, a Atlantic Gateway teve de pagar à Parpública, com fundos próprios, um adiantamento de preço no montante de dois milhões de euros, em 24 de junho de 2015, data da celebração do acordo de venda direta”.

Também o empresário Humberto Pedrosa considerou esta terça-feira ser “falso e leviano” afirmar que a TAP foi comprada com dinheiros próprios e garantiu que ficou com prejuízo após ter injetado dinheiro na empresa.

“É falso, por não corresponder à verdade, e leviano dizer que a TAP foi adquirida, no âmbito da privatização, por fundos da própria companhia”, afirmou Humberto Pedrosa, em declarações enviadas à Lusa, reagindo às conclusões do relatório da Inspeção Geral de Finanças (IGF) sobre a TAP.

No documento da IGF pode ler-se que a Atlantic Gateway, consórcio de David Neeleman e Humberto Pedrosa, adquiriu 61% do capital da TAP, SGPS, “comprometendo-se a proceder à sua capitalização através de prestações suplementares de capital, das quais 226,75 milhões de dólares americanos (MUSD) foram efetuadas através da sócia DGN Corporation (DGN) com fundos obtidos da Airbus”.

Continue a ler após a publicidade

Aquele montante de capitalização, acrescenta, “coincide com o valor da penalização (226,75 MUSD) assumida pela TAP, SA, em caso de incumprimento dos acordos de aquisição das 53 aeronaves (A320 e A330), o que evidencia uma possível relação de causalidade entre a aquisição das ações e a capitalização da TAP, SGPS e os contratos celebrados entre a TAP, SA e a Airbus”.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.