Um dia depois de o Governo ter aprovado o Decreto-Lei para iniciar o processo de reprivatização da TAP, sabe-se que existe uma versão confidencial do plano de reestruturação que poderia ter poupado ao Estado 900 milhões de euros.
Esta informação foi avançada pelo ‘Jornal Económico’, que teve acesso ao documento, que revela que existiu um modelo do plano de reestruturação com informação omissa, entre elas que houve uma oferta vinculativa para a aquisição da M&E Brasil (TAP Manutenção & Engenharia Brasil) por parte da ITA Transportes Aéreos Ltda que, caso fosse aceite, obrigaria o Estado a assumir encargos de 110 milhões de euros.
No entanto, como o negócio não se concretizou, o Governo assumiu encargos de 1.024 milhões de euros, dez vezes mais do que custaria a venda à ITA. Em dezembro de 2021, a TAP acabou por encerrar a TAP M&E Brasil depois de não ter encontrado comprador viável.
A mesma fonte dá conta que, ao longo de vários anos, os exercícios a holding TAP SGPS camuflaram os prejuízos da M&E Brasil com injeções de dinheiro, dinheiro esse que era empresado pela TAP SA, onde estão todos os activos valiosos do grupo.














