Os trabalhadores da TAP tiveram à sua disposição uma série de programas de saídas voluntárias, incluindo pré-reformas e reformas antecipadas, trabalho a tempo parcial e licenças sem vencimento.
As candidaturas estiveram abertas de 11 de fevereiro a 24 de março, estando a sua efetivação prevista para esta quarta-feira.
O prazo de adesão a estes programas foi prolongado pela empresa por 10 dias, de forma a dar mais tempo aos colaboradores para decidir, adiantou o presidente executivo, Ramiro Sequeira.
Os números mais recentes dão conta de cerca de 800 pedidos, que na sua maioria dizem respeito a rescisões por mútuo acordo. Esta opção permite aos trabalhadores passarem para o fundo de desemprego, com uma indemnização majorada de 25% e com uma bonificação adicional de 2,5 salários (num máximo de 250 mil euros).
Em entrevista à RTP, Ramiro Sequeira, Presidente da transportadora aérea, salientou que o “despedimento coletivo é na TAP a última das últimas opções”, considerando que é possível atingir o número que pretende de redução de trabalhadores, “sem isso”.
Segundo o presidente da TAP, além da redução de massa salarial, a transportadora já conseguiu, em negociações com ‘leasers’ e fabricantes de aviões, reduzir custos em cerca de 1,4 mil milhões de euros até 2025 e aponta ainda para poupanças entre 200 e 225 milhões com fornecedores.
Ramiro Sequeira, que estima que a questão do plano de reestruturação possa estar “clarificada” com Bruxelas em abril, disse ainda que a companhia está atenta a outras formas de financiamento, que podem passar pelo mercado ou por aderir a outros apoios europeus.
Após cinco anos de gestão privada, em 2020 a TAP voltou ao controlo do Estado, que passou a deter 72,5% do seu capital, depois de a companhia ter sido severamente afetada pela pandemia de covid-19 e de a Comissão Europeia ter autorizado um auxílio estatal de até 1.200 milhões de euros à transportadora aérea de bandeira portuguesa.
Em 02 de julho, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, anunciou, em conjunto com o ministro das Finanças, João Leão, que o Governo tinha chegado a um acordo com os acionistas privados da TAP, passando o Estado a deter 72,5% do capital da companhia aérea (antes tinha 50%), por 55 milhões de euros, saindo David Neeleman da estrutura acionista.
No total, até 2024, a companhia deverá receber entre 3.414 milhões de euros e 3.725 milhões de euros.














