TAP, EDP e Novo Banco já receberam “bazuca de dinheiro”, diz PSD

O PSD acusou hoje o Governo de já ter entregue “uma bazuca de dinheiro dos contribuintes” à TAP, Novo Banco e EDP e criticou que, ao mesmo tempo, alegue que falta dinheiro para apoiar as empresas.

“Só nestes três casos vão para já mais de 12 mil milhões de euros de impostos dos portugueses, só para estes três casos, que o Governo tanto acarinha, vai uma bazuca de dinheiro dos contribuintes”, afirmou o líder parlamentar do PSD, Adão Silva.

Segundo o social-democrata, “os portugueses já pagaram cerca de oito mil milhões de euros” para o Novo Banco, valor a que ainda se podem somar “mais dois mil milhões”, e “para a TAP já voarm 1,7 mil milhões”, sendo que o Governo “ainda pretende lá despejr mais dois mil milhões de euros, fora o pagamento dos permanentes prejuízos”.

No que toca à EDP, o PSD considerou que “tem tratamento governativo especial” e que “enquanto ofico não larga” os cidadãos e as empresas, “o Governo desdobra-se em justificações no sentido de apoiar a EDP na sua criativa engenharia de fuga aos impostos”.

Na sua intervenção de fundo no debate sobre o estado da nação, que decorre na Assembleia da República, Adão Silva criticou que “não falta dinheiro para enterrar na TAP e no Novo Banco mas falta para apoiar as pequenas e médias empresas, que são o grosso do tecido empresarial”.

E considerou que, no contexto da crise pandémica, Portugal fou o país “que menos fez” para apoiar as empresas e o emprego.

O deputado acusou ainda o Governo de “facilistismo” e de “ser fraco com os fortes e forte com os fracos” e defendeu que o executivo “tem de governar para todos os portugueses, e não para os seus apoiantes de ocasião”.

“O nível de falências, a subida do desemprego, o agravamento da situação social e o próprio desânimo dos empresários sofrem as consequências diretas desta políticas socialista, condicionada pelas exigências da esquerda radical que suporta parlamentarmente o executivo” e que é “adversa à iniciativa privada”, defendeu o social-democrata.

O líder parlamentar do PSD considerou também que no Ministério da Administração Interna “sucedem-se os exemplos de descoordenação e de falta de rigor” e criticou a defesa do ministro por parte do primeiro-ministro.

“Disse o senhor primeiro-ministro neste parlamento que tem um excelente ministro da Administração Interna. Ficamos assim a conhecer o patamar de exigência do chefe de Governo que se revê com entusiasmo e orgulho na atuação deste ministro tão seu amigo”, criticou.

O PSD afirmou igualmente que o Governo “tem pavor a reformar” e a “tomar medidas que possam gerar um qualquer desconforto”, e considerou que isso é evidente em áreas como a educação e no que toca à saúde lamentou “a falta de planeamento adequado e eficaz para a redução das listas de espera”.

Salientando que o estado da nação “não é bom”, o PSD defendeu que é necessário “um Governo com coragem para enfrentar os interesses instalados”, que aposte nas empresas e leve a cabo reformas estruturais.

Num pedido de esclarecimento, o PS acusou o PSD de querer “concentrar o discurso em casos e casinhos” e considerou “uma fraude” a declaração de Adão Silva pois “chegou a este debate sem a matéria estudada”.

O deputado Carlos Pereira comentou ainda as proposta dos sociais-democratas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apontando que o PSD propôs menos dinheiro do que o Governo em matérias como a saúde, escola digital ou apoio às empresas.

Na resposta, o líder parlamentar do PSD questionou se matérias como educação, justiça ou falta de apoios às empresas podem ser classificados como “casos e casinhos” e explicou que os contributos “eram apenas início de conversa” e “podiam ser ajustados” em diálogo com o Governo.

No entanto, “o Governo fechou-se, isolou-se numa lógica autista”, criticou o deputado Adão Silva.

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