TAP: Accionistas da Azul votam hoje acordo com Governo português

Os accionistas da Azul, companhia aérea brasileira criada por David Neeleman, reúnem-se esta segunda-feira, dia 10 de Agosto.

Executive Digest com Lusa

Os accionistas da Azul, companhia aérea brasileira criada por David Neeleman, reúnem-se esta segunda-feira, dia 10 de Agosto, para uma Assembleia Geral que vai decidir se o acordo da TAP com o Governo português será ou não aprovado e em que termos, de acordo com o ‘Expresso’.

Só depois de hoje é que o Governo poderá ter como garantido que os obrigacionistas que em 2016 financiaram em 90 milhões de euros a TAP vão manter o empréstimo até à sua maturidade, não convertendo os títulos em dívidas de capital, antes de 2026, ano em que termina o prazo.

Para além disto, também será possível, depois da assinatura do acordo, a TAP receber um empréstimo de 1,2 mil milhões de euros por parte do Estado, autorizados pela Comissão Europeia.

David Neeleman já se mostrou a favor do acordo, mas só depois da sua assinatura e da aprovação dos accionistas na assembleia Geral, é que o mesmo se torna oficial.

Recorde-se que a companhia aérea brasileira Azul, de David Neeleman, anunciou no inicio de Julho a venda de 6% da TAP, no âmbito do acordo anunciado esta quinta-feira entre o Estado e os accionistas privados, que “garante a continuação” da empresa.

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Assim, a Azul “anuncia ter alcançado um acordo com o Governo português para permitir uma injeção de capital vital na TAP SGPS. O acordo consiste na venda da participação indireta da Azul na TAP de 6%, por aproximadamente 65 milhões de reais [10,8 milhões de euros]” bem como na “eliminação do direito de conversão” das obrigações seniores detidas “pela companhia de 90 milhões de euros com vencimento em 2026”, indicou a Azul, num comunicado emitido na altura.

A companhia indicou ainda que as restantes condições contratuais das obrigações “serão mantidas, incluindo o ‘status’ de credor sénior, taxa de juros anual de 7,5% e o direito à constituição das garantias previstas nos respetivos termos e condições, como o programa de fidelidade da TAP”.

A empresa adiantou que o valor destas obrigações, mais juros acumulados do título, é de aproximadamente 680 milhões de reais (113,3 milhões de euros), segundo a mesma nota.

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O Governo anunciou também na mesma altura que tinha chegado a acordo com os accionistas privados da TAP, passando a deter 72,5% do capital da companhia aérea, por 55 milhões de euros.

“De forma a evitar o colapso da empresa, o Governo optou por chegar a acordo por 55 milhões de euros”, referiu o ministro das Finanças, João Leão, numa conferência de imprensa conjunta com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, em Lisboa.

O Estado aumenta a participação na TAP dos actuais 50% para 72,5%.

 

 

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