TAP: 30 pessoas foram impedidas de embarcar em voo com destino a Luanda

Cerca de 30 pessoas que pretendiam embarcar num voo de repatriamento da TAP rumo a Luanda, em Angola, foram impedidas de o fazer por não cumprirem os requisitos exigidos pelo governo angolano.

Simone Silva

Cerca de 30 pessoas que pretendiam embarcar num voo de repatriamento da TAP rumo a Luanda, em Angola, foram impedidas de o fazer por não cumprirem os requisitos exigidos pelo governo do país de destino, de acordo com a ‘SIC’.

O voo devia contar com 40 passageiros, mas apenas 10 acabaram mesmo por seguir viagem, por serem os únicos que respeitavam as orientações definidas por Angola.

«Ontem disseram-nos que havia lugar para o voo da TAP, voltámos a confirmar o voo», começa por explicar Sandra Antunes, uma das visadas citada pela ‘SIC’. «No aeroporto fomos ao balcão da TAP para saber se era necessária alguma coisa para além do bilhete e do teste, quando nos dizem que não podemos viajar porque um documento vindo de Angola não nos autoriza», acrescenta.

A companhia aérea portuguesa está a receber duras criticas por parte dos passageiros que se viram impedidos de viajar, sendo acusada de não suportar as responsabilidades do sucedido, nem dar qualquer apoio para as despesas associadas (alojamento, alimentação e o teste obrigatório à Covid-19), visto que só souberam que não poderiam embarcar depois de serem testados.

«A TAP não se responsabiliza pelo alojamento nem pela nossa alimentação. Nós gastámos dinheiro com os testes, já gastei 300 euros», revela Sandra Antunes.

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A mulher mostra-se bastante revoltada com a situação. «Há pessoas a passar fome, a dormir na rua, nos hospitais. É uma situação complicada, as pessoas já não têm meios de subsistência para estar aqui mais tempo», afirma à ‘SIC’.

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