Ainda não é garantido que o primeiro ministro vá testemunhar presencialmente no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), à cerca do processo de Tancos, António Costa declarou ao Diário de Notícias não ter “nenhum comentário a prestar”, depois da insistência do juiz Carlos Alexandre para que testemunhasse presencialmente.
O primeiro ministro recebeu uma notificação para depor em tribunal, tal como solicitado por Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa, um dos 23 acusados no caso. Contudo, António Costa pediu ao Conselho de Estado para depor por escrito, evitando a deslocação ao TCIC, situação que não agradou ao juíz Carlos Alexandre, por considerar que a sua falta de comparência poderia ser prejudicial para a defesa de Azeredo Lopes.
De acordo com o citado pelo Diário de Notícias, o juiz de instrução criminal considera que «tal pedido parece ter desconsiderado a posição assumida pelo Tribunal quanto à necessidade de o depoimento ser presencial».
Para além disso Carlos Alexandre tem dúvidas se um depoimento escrito será suficientemente esclarecedor para o pretendido, uma vez que poderá eventualmente ser necessário formular questões ou apresentar explicações que melhor clarifiquem o processo.
O juiz esclarece ainda que tem consciência da singularidade de António Costa, sabendo que ele «não é uma testemunha qualquer», uma vez que exerce «um cargo da maior dignidade possível», recordando ainda que a requisição do seu testemunho presencial não foi da responsabilidade do tribunal, mas sim de Azeredo Lopes.
A fase de instrução do processo de Tancos teve início nesta quarta-feira, o juiz Carlos Alexandre quer ouvir todos os arguidos, num caso onde 15 dos 23 acusados contestaram os argumentos da acusação do Ministério Público.














