O juiz agendou o interrogatório do principal arguido do processo do furto de armas de Tancos para Abril, apesar de o Governo já ter vindo admitir que será o «pior mês» do surto de Covid-19.
A revista “Sábado”, que cita um despacho de 1 de Abril, revela que Carlos Alexandre vai ouvir João Paulino no dia 21 de Abril, Além do interrogatório, o juiz de instrução marcou ainda o debate instrutório para os dias 4 e 5 de Maio, invocando uma orientação do Conselho Superior da Magistratura para justificar que são actos urgentes.
À semelhança do que tem acontecido noutros tribunais, em que alguns advogados invocam o Estado de Emergência para alegaram um justo impedimento para não comparecerem às diligências marcadas, também Carlos Alexandre pediu a presença de três advogados de escala para substituírem os colegas.
A 20 de Março foram libertados, por Carlos Alexandre, os últimos arguidos do processo de Tancos que ainda se encontravam em prisão preventiva. Na altura, o juiz adiou a fase de instrução devido à pandemia da Covid-19.
António Laranginha, Pedro Marques, Hugo Santos, Gabriel Moreira, João Pais e Fernando Santos ficaram proibidos de se contactarem entre eles ou com testemunhos, arguidos e familiares dos meses. O juiz proibiu ainda idas ao estrangeiro ou saídas do seu concelho de residência, determinando a obrigação de se apresentarem às autoridades duas vezes por dia.
O arguido Filipe Abreu de Sousa, militar da GNR, está sujeito às mesmas medidas de coação dos restantes e ainda à suspensão do exercício de funções na Guarda Nacional Republicana.
No despacho, Carlos Alexandre alegou as medidas excepcionais e temporárias de resposta à situação epidemiológica provocada pela Covid-19 da lei 1-A-2020.
Recorde-se que o processo sobre o furto de armamento militar nos paióis de Tancos e alegada encenação na recuperação das armas tem 23 arguidos, entre os quais se inclui o antigo ministro da Defesa, Azeredo Lopes e vários militares.






