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Futuro da Bugatti envolto em dúvidas devido à crise na Volkswagen

A necessidade que a Volkswagen terá de cortar custos considerados desnecessários ou não essenciais para pagar os custos de chamada às oficinas de milhões de automóveis do Grupo germânico com o motor EA 189 poderá ter como primeiro efeito a suspensão do desenvolvimento do sucessor do Bugatti Veyron. A eclosão do escândalo relativo à manipulação das emissões de óxido de azoto nos modelos equipados com o motor diesel do tipo EA 189, os quais estavam dotados com um software que lhe permitia ativar o controlo das emissões de NOx quando em fase de testes e desativá-lo em condução real, obrigará a um plano de chamada de automóveis às oficinas que rondará 9.5 milhões de unidades, de acordo com as mais recentes estimativas do novo presidente da Volkswagen, Matthias Müller. O executivo reviu em baixa a previsão inicial de 11 milhões de veículos, considerando que alguns dos automóveis já terão saído de circulação por fatores diversos. Para fazer face aos custos e potenciais indemnizações a pagar, a Volkswagen já colocou de parte 6.5 milhões de euros, mas esse valor não deverá ser suficiente, pelo que o grupo terá de cortar ainda mais nos projetos considerados supérfluos ou ainda numa fase muito embrionária. Custos exagerados da Bugatti Neste cenário, o desenvolvimento do novo Bugatti poderá ser um dos projetos suspensos, tendo em conta os custos inerentes para a conceção de um hiperdesportivo híbrido com cerca de 1500 cv de potência máxima. Ainda para mais, se se tiver em conta que por cada Veyron produzido anteriormente, a marca perdia cerca de 4.5 milhões de euros, apresentando-se desta forma como um projeto financeiramente arriscado numa fase em que o Grupo Volkswagen necessita de salvaguardar as despesas com o caso Volkswagen. Por enquanto, ainda nada foi dito publicamente a este respeito, mas as decisões internas…

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