A Tabaqueira está a renovar os escritórios em Albarraque, Sintra, que deverão abrir portar já no próximo verão, em junho ou julho. O processo envolve um investimento de perto de dois milhões de euros, segundo avança Marcelo Nico, o novo diretor-geral da empresa, em entrevista ao Diário de Notícias.
De acordo com o executivo argentino, os novos escritórios da filial portuguesa da Philip Morris International (PMI) vão estar totalmente adaptados ao teletrabalho, em linha com o processo de adaptação a que as empresas foram forçadas com a pandemia de Covid-19. Marcelo Nico desvenda ainda que tem como prioridade garantir que Portugal possa ser um centro de competências para o resto do mundo.
«Desde a privatização, a PMI investiu 370 milhões de euros, foram cerca de 15 milhões de euros por cada ano, na Tabaqueira. Eu quero que isso continue. A Tabaqueira teve muito sucesso no ano passado. Não só com as alternativas, como o IQOS como alternativa ao cigarro, mas também na produção. Aumentou as exportações em 13%, num ano como o ano passado. Eu quero trazer investimentos. Para mim é fundamental», adianta o diretor-geral.
Na mesma entrevista, Marcelo Nico sublinha que pretende melhorar a relação da empresa com os reguladores, até porque «quanto mais certezas temos no contexto onde operamos mais fácil é convencer a PMI a trazer maiores investimentos».
Segundo o responsável, há espaço para acelerar o diálogo entre a Tabaqueira e as entidades reguladoras, o que permitiria amplificar a disponibilização de soluções alternativas ao consumo de tabaco tradicional. Marcelo Nico indica que há pouco menos de dois milhões de fumadores em Portugal e que 300 mil já mudaram para opções como o IQOS, por exemplo.
«Mas a maior parte dos fumadores não sabe que existem alternativas ou não sabe as diferenças. Considero que um fumador deveria conhecer as diferenças entre um produto com combustão e um produto sem combustão e depois escolher» e é aqui que entram os reguladores. Marcelo Nico considera que deveria ser possível dar mais informação aos consumidores, nomeadamente no que diz respeito a produtos menos nocivos e já avaliados e aprovados.














