A Polícia Nacional espanhola anunciou esta quinta-feira, através das redes sociais, que está à procura de um dos suspeitos do homicídio do agente da PSP, Fábio Guerra, vítima das brutais agressões a que foi sujeito à porta de uma discoteca em Lisboa.
“Este homem é suspeito do homicídio de uma polícia em Lisboa e pode encontrar-se em Espanha. Se tiver qualquer informação sobre ele, escreva-nos”, lê-se na legenda da publicação no Twitter. “Por favor partilhe, para que toda a agente veja esta informação”, acrescentam.
❗IMPORTANTE⚠️
Este hombre es sospechoso del homicidio de un policía en Lisboa y podría encontrarse en España.
Si tienes cualquier información sobre él, escríbenos a fugitivos@policia.es o llámanos al 091.
Por favor, haz rt para que todo el mundo cuente con esta información. pic.twitter.com/ZESImHBNbB
— Policía Nacional (@policia) March 24, 2022
As buscas recaem sobre Clóvis Abreu, um jovem de 24 anos, filho de um homem que, em Dezembro de 2020, foi morto pela GNR quando reagiu a tiro a um mandado de detenção, em Fernão Ferro, Seixal, que também já estava a ser procurado pela PJ.
Recorde-se que Fábio Guerra morreu na segunda-feira pelas 09h58, “vítima das graves lesões cerebrais que sofreu”, depois de estar em coma desde o dia 19 de março, em que foi agredido, anunciou a PSP na manhã desse dia.
O incidente ocorreu na madrugada de sábado, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.
Segundo relatou na altura a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.
Durante a ação policial, um dos polícias foi “empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões”, adiantou a PSP.
Os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação imediata, mas entretanto dois dos suspeitos já foram apanhados e detidos pela PJ, são fuzileiros que se preparavam para partir numa missão das Nações Unidas no estrangeiro nos próximos dias.
Esses dois suspeitos já foram presentes a interrogatório judicial e o juiz Carlos Alexandre decretou a medida de coação de prisão preventiva a ambos. Um terceiro suspeito – Clóvis Abreu – continua em fuga.
Os três agentes agredidos tiveram alta do hospital logo no sábado e já prestaram declarações à PJ. Segundo fonte citada pela Lusa, os agentes “foram ouvidos em interrogatório pela Polícia Judiciária (PJ)”, ajudando a investigação em curso desta polícia.
A fonte indicou ainda que os agentes alvo de agressão atestaram que se identificaram como polícias ao intercederem numa desordem naquele local de diversão noturna.











