Suspeito da morte de agente da PSP procurado pela polícia espanhola

O anúncio foi feito através de uma publicação nas redes sociais.

Simone Silva

A Polícia Nacional espanhola anunciou esta quinta-feira, através das redes sociais, que está à procura de um dos suspeitos do homicídio do agente da PSP, Fábio Guerra, vítima das brutais agressões a que foi sujeito à porta de uma discoteca em Lisboa.

“Este homem é suspeito do homicídio de uma polícia em Lisboa e pode encontrar-se em Espanha. Se tiver qualquer informação sobre ele, escreva-nos”, lê-se na legenda da publicação no Twitter. “Por favor partilhe, para que toda a agente veja esta informação”, acrescentam.



 

As buscas recaem sobre Clóvis Abreu, um jovem de 24 anos, filho de um homem que, em Dezembro de 2020, foi morto pela GNR quando reagiu a tiro a um mandado de detenção, em Fernão Ferro, Seixal, que também já estava a ser procurado pela PJ.

Recorde-se que Fábio Guerra morreu na segunda-feira pelas 09h58, “vítima das graves lesões cerebrais que sofreu”, depois de estar em coma desde o dia 19 de março, em que foi agredido, anunciou a PSP na manhã desse dia.

O incidente ocorreu na madrugada de sábado, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relatou na altura a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.

Durante a ação policial, um dos polícias foi “empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões”, adiantou a PSP.

Os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação imediata, mas entretanto dois dos suspeitos já foram apanhados e detidos pela PJ, são fuzileiros que se preparavam para partir numa missão das Nações Unidas no estrangeiro nos próximos dias.

Esses dois suspeitos já foram presentes a interrogatório judicial e o juiz Carlos Alexandre decretou a medida de coação de prisão preventiva a ambos. Um terceiro suspeito  – Clóvis Abreu – continua em fuga.

Os três agentes agredidos tiveram alta do hospital logo no sábado e já prestaram declarações à PJ. Segundo fonte citada pela Lusa, os agentes “foram ouvidos em interrogatório pela Polícia Judiciária (PJ)”, ajudando a investigação em curso desta polícia.

A fonte indicou ainda que os agentes alvo de agressão atestaram que se identificaram como polícias ao intercederem numa desordem naquele local de diversão noturna.

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