Surtos na Catalunha e Aragão preocupam governo. Regresso ao estado de emergência não está descartado

O ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, admitiu que está «profundamente preocupado» com os surtos da Covid-19 em Aragão e Catalunha e não descartou a possibilidade de voltar a implementar o estado de emergência.

Simone Silva

O ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, admitiu esta sexta-feira que está «profundamente preocupado» com os surtos da Covid-19 em Aragão e Catalunha e não descartou a possibilidade de voltar a implementar o estado de emergência, caso a doença «afecte várias comunidades vizinhas e fuja do controlo», avança o ‘elEconomista’.

Segundo o responsável da pasta da Saúde, «a estrutura actual permite-nos responder efectivamente aos casos que temos mas, obviamente, se tivermos que optar por instrumentos que já provaram ser muito eficazes, eles estão lá para isso»,  referindo-se ao regime de estado de emergência.

O Ministro da Saúde reconhece que «nunca deixámos de nos preocupar, mas agora, sobretudo com os surtos em Aragão e na Catalunha, existe uma profunda preocupação». Nesse sentido, Illa recordou que, nesse cenário de controlo, o papel predominante é desempenhado pelas comunidades autónomas «que estão a agir correctamente».

Contudo, sublinha que «se observarmos que a transmissão afecta várias comunidades vizinhas, fugindo do controlo e sendo precisa uma acção mais vigorosa, com limitação de algum direito fundamental de maneira muito mais geral, vamos agir», afirma acrescentando: «Ainda não estamos nesse cenário, visto que os 158 surtos activos estão a ser controlados com as medidas que as comunidades estão a tomar. Mas não descartamos nada».

Illa refere-se à possibilidade de implementar um estado de emergência por zonas. A lei que regula a medida de excepção permite encerrar todo o país, mas também uma ou mais comunidades, localidades e até um bairro, se assim se justificar.

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Por outras palavras, o governo, se o considerar, pode entrar automaticamente na administração de uma comunidade, ou várias, ou de um conselho da cidade se observar que a prevenção e o controlo de um surto não estão a ser efectuados.

 

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