O surto de legionella que está a afetar a região Norte do país, mais concretamente os concelhos de Vila do Conde, Matosinhos e Póvoa do Varzim, já causou mais uma vítima mortal, o que faz com que o total desde o inicio suba para nove mortes, avança o ‘JN’.
Recorde-se que a doença começou no dia 29 de Outubro, altura em que foi identificado o primeiro caso no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde (CHPV/VC). Por sua vez, a primeira morte aconteceu no dia 5 de Novembro. O total de casos ascende a 79.
Apesar de as origens concretas da doença ainda não serem conhecidas três semanas depois, aponta-se como hipótese mais provável uma torre de refrigeração, localizada entre o sul do concelho de Vila do Conde e o norte de Matosinhos.
No balanço mais recete da doença avançado pelo jornal registam-se um total de 79 pessoas infetadas, 24 internamentos, bem como nove vítimas mortais. Os pacientes encontram-se a ser acompanhados no Centro Hospitalar da Póvoa do Varzim (CHPV/VC), e também nos hospitais Pedro Hispano, em Matosinhos e S. João, no Porto.
Os concelhos de Vila do Conde e Matosinhos são os mais afetados pela doença bacteriana, com freguesias como Fajozes ou Lavra a registar vários casos. Póvoa do Varzim conta apenas com dois casos, uma vítima mortal.
De recordar que na semana passada, o Ministério Público anunciou a abertura de um inquérito para investigar as causas do surto, tendo a Câmara de Vila do Conde confirmado que os técnicos das Delegações de Saúde locais já estão no terreno a fazer análises e várias estruturas fabris e comerciais.
A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.













