A justiça norte-americana decidiu que entrará em vigor a ordem do Presidente dos Estados Unidos para rejeitar a atribuição de vistos aos imigrantes candidatos à permanência no país, avança a “CNBC”.
Esta medida faz parte dos esforços de Donald Trump para conter a imigração legal e ilegal. O regulamento de 837 páginas, proposto em Agosto e que deveria ter entrado em vigor a 15 de Outubro, consegue maior restrição às políticas de imigração, ao permite aos Estados Unidos negar um visto a qualquer pessoa que possa ser considerada um «encargo público».
Baseada na Lei de Imigração de 1882, esta regulamentação dita que os serviços passem a rejeitar candidatos a vistos temporários ou permanentes por não cumprirem padrões de rendimentos ou por receberem assistência social, tais como subsídios, vales de alimentação, acesso a habitação pública ou o programa de saúde social Medicaid.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos deliberou «que o Governo pode aplicar (por enquanto) essa política em todos os lugares, excepto em Illinois», devido a um recurso ainda pendente naquele estado, acrescenta a “CNBC”.
Os defensores dos imigrantes criticam o plano. O magistrado norte-americano George Daniels classificou a medida como «repugnante», por impedir «o sonho americano».
Este esforço para limitar a entrada de pessoas nos Estados Unidos, contudo, tem anos. E em 2018 o Departamento de Estado alterou o manual de relações exteriores em Janeiro para dar aos diplomatas maior poder discricionário na decisão de recusar vistos. No ano fiscal de 2018, que terminou em Setembro passado, o número de vistos negados quadruplicou em relação ao ano anterior.
Recorde-se que, em 2016, o então candidato à presidência dos Estados Unidos prometeu um «sistema de verificação electrónica de âmbito nacional para impedir que os imigrantes ilegais tenham acesso à segurança social e a outros direitos» e garantiu que iria «começar a expulsar rapidamente do país os imigrantes ilegais criminosos, que foram libertados nos Estados Unidos e nas comunidades americanas sob a administração incompetente Obama-Clinton».







