“Super passe verde”: Itália exige documento a trabalhadores com 50 anos ou mais a partir de hoje

A partir desta terça-feira, 15 de fevereiro, passa a ser necessário que trabalhadores italianos com mais de 50 anos tenham o chamado “super passe verde”, que comprova que estão vacinados ou recuperados de covid-19, já não tendo como hipótese a realização de um teste negativo.

Simone Silva

A partir desta terça-feira, 15 de fevereiro, passa a ser necessário que trabalhadores italianos com mais de 50 anos tenham o chamado “super passe verde”, que comprova que estão vacinados ou recuperados de covid-19, já não tendo como hipótese a realização de um teste negativo.

O país anunciou, no início de janeiro, que tornou a vacinação contra a Covid-19 obrigatória para as pessoas com mais de 50 anos, pelo menos até dia 15 de junho, mas esta terça-feira são aplicadas novas regras nesse sentido.

Assim, também a partir deste dia, funcionários de universidades, prestadores de cuidados de saúde, funcionários das escolas, e ainda as forças policiais e militares, juntam-se à lista de vacinação obrigatória contra a Covid-19, tendo de apresentar o documento.

Os trabalhadores que não apresentarem o documento  – que também é exigido em restaurantes, bares, cinemas, teatros, concertos, discotecas, estádios e transportes públicos – serão suspensos e terão os seus salários congelados.

As multas por ir trabalhar sem o super passe verde variam de 600 a 1.500 euros, mas ninguém pode ser despedido por não ter o certificado de vacina.

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O vice-ministro da Saúde da Itália, Andrea Costa, disse no domingo à Rádio RTL que as regras do super passe verde para maiores de 50 anos provavelmente permanecerão em vigor mesmo após a data de programada de 15 de junho.

“Devemos tentar de todas as maneiras reduzir o número de pessoas não vacinadas” – disse Costa. “Aqueles que ocupam principalmente unidades de cuidados intensivos não estão vacinados e não podemos permitir isso porque devemos dar aos hospitais a oportunidade de continuar com as atividades normais”, sublinhou.

Na semana passada, o governo italiano suspendeu o uso obrigatório de máscara ao ar livre e aliviou algumas restrições da Covid-19, com Costa a referir que poderia prever “um abrandamento gradual” das regras do certificado em março.

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No entanto, o governo italiano mantém a sua abordagem rigorosa para com os não vacinados, que são impedidos de ter acesso à maioria das atividades e serviços, à exceção de supermercados, lojas de alimentos, farmácias e lojas de combustível.

 

 

A vacinação obrigatória já se aplica aos profissionais de saúde, policiais, professores , militares e universitários da Itália.

Diferença entre Green Pass e Super Green Pass

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O Super Green Pass é uma versão “reforçada” do Green Pass “básico” e só pode ser obtido por quem foi vacinado ou recuperado da covid-19.

O Green Pass mostra que as pessoas foram vacinadas, testaram negativo ou se recuperaram da covid-19.

É obrigatório entrar em cabeleireiros, esteticistas, bancos, correios, tabacarias, lojas não essenciais e repartições públicas.

Mais de 88% da população italiana com mais de 12 anos foi vacinada e 35 milhões de pessoas receberam uma terceira dose.

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