Suíços reprovam referendo para proibir testes animais. Quase 80% dos cidadãos votaram contra

A participação nesta ação foi de 44,19%, com 1.893.539 votos contra a proposição e 500.937 votos a favor.

Simone Silva

Cerca de 79,08% das pessoas que participaram num referendo realizado na Suíça este domingo, 13 de fevereiro, votaram contra a proposta legislativa de iniciativa popular (aprovada por grupos de animais) que procurava “a proibição de testes em animais e humanos”.

Segundo o ‘La Vanguardia’, a participação nesta ação foi de 44,19%, com 1.893.539 votos contra a proposição e 500.937 votos a favor, o que faz com que a Suíça já não seja o primeiro país do mundo a proibir testes em animais, como a Multinews já tinha avançado que podia acontecer.

Esta foi a quarta vez que uma proposta do tipo foi rejeitada num referendo no país, embora com ligeiras nuances de redação e fundamentação.

Um dos detalhes que provavelmente contribuiu para a derrota da proposta, é o facto de que a sua redação previa a proibição total de testes em animais, o que levaria à proibição da importação de produtos desenvolvidos através desse meio e, ainda, à proibição de testes a envolver seres humanos, de acordo com a interpretação difundida pelo governo suíço.

Se a proposta tivesse sido aprovada, segundo o Executivo, novos medicamentos não poderiam ser desenvolvidos na Suíça, através de técnicas e procedimentos de ensaios clínicos atuais (que exigem testes em animais e humanos).

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O governo suíço declarou-se unanimemente contra a proposta e uma grande maioria dos membros do Conselho Nacional e do Conselho de Estado também expressou sua rejeição.

Por outro lado, a posição dos grupos promotores do projeto foi substancialmente diferente, baseando-se em questões éticas e de defesa dos direitos dos animais e propondo novos métodos (como modelos computacionais) para o desenvolvimento de medicamentos.

O número de testes realizados em animais na Suíça tem vindo a diminuir constantemente nos últimos anos. De quase dois milhões no início da década de 1980, o número caiu agora para uma média de 600 mil por ano.

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Mais de 550 mil animais morreram em testes de laboratório em 2020, incluindo 400 mil ratos, quase 4.600 cães, 1.500 gatos e 1.600 cavalos. Primatas, vacas, porcos, peixes e pássaros também foram mortos durante e após as experiências.

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