“Sucesso estrondoso”: serviço militar pago atrai milhares de jovens na Bélgica

Programa, dirigido a cidadãos de 17 anos, foi promovido através de uma campanha nacional que envolveu o envio de cartas a cerca de 150 mil jovens

Francisco Laranjeira

Mais de 3.200 jovens belgas inscreveram-se no novo programa de serviço militar voluntário e remunerado, numa iniciativa que está a superar as expectativas do Governo. A informação é avançada pelo ‘El Economista’, que destaca o forte impacto da medida junto da população mais jovem.

O programa, dirigido a cidadãos de 17 anos, foi promovido através de uma campanha nacional que envolveu o envio de cartas a cerca de 150 mil jovens. O objetivo: captar novos recrutas para um modelo de serviço militar voluntário, mas com incentivo financeiro significativo.

Até 2.000 euros por mês impulsionam adesão

Um dos principais fatores de atração é a remuneração. Os participantes recebem pelo menos 2.000 euros líquidos por mês, valor que ajudou a impulsionar o interesse e levou o ministro da Defesa, Theo Francken, a classificar a iniciativa como um “sucesso estrondoso”.

No total, foram registadas 3.248 candidaturas para um ano de serviço militar, muito acima do esperado pelas autoridades.

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Seleção apertada: apenas 500 vão avançar

Apesar do elevado número de interessados, apenas uma parte será selecionada. O Governo prevê recrutar um primeiro grupo de 500 jovens, que iniciarão formação em agosto.

Os candidatos terão agora de passar por testes técnicos, físicos e de aptidão, num processo seletivo exigente que visa identificar os perfis mais adequados.

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Caminho aberto para carreira militar — ou civil

Após o ano de formação, os participantes poderão optar por integrar a reserva militar, mantendo uma ligação às Forças Armadas enquanto prosseguem estudos ou carreira profissional.

Alternativamente, poderão seguir para o serviço ativo ou simplesmente abandonar o programa, sem qualquer obrigação futura.

Adesão equilibrada entre regiões — e crescente participação feminina

Os dados revelam uma distribuição equilibrada entre comunidades linguísticas: cerca de metade dos inscritos pertence à região flamenga e a outra metade à francófona.

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Cerca de 20% dos candidatos são mulheres, um número que reflete uma tendência de maior diversidade nas Forças Armadas.

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