Subvariante BA.4.6 da Ómicron desponta pelo mundo: o que se sabe da nova mutação do coronavírus

Governo britânico identificou uma nova subvariante da Ómicron: a BA.4.6, que está em pleno crescimento no Reino Unido e representou já quase 4% dos casos de agosto

Francisco Laranjeira

Embora a pandemia da Covid-19 esteja a chegar ao fim, conforme apontam diversos responsáveis, continuam a surgir novas variantes ou sublinhagens devido a mutações no coronavírus. A 1 de setembro último, o Governo britânico identificou uma nova subvariante da Ómicron: a BA.4.6, que está em pleno crescimento no Reino Unido e representou já quase 4% dos casos de agosto.

Igualmente o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, a BA.4.6 já responde por mais de 9% dos casos recentes no país, tendo esta subvariante sido identificada em vários outros países.

Ainda pouco se sabe sobre a origem desta sublinhagem da variante Ómicron mas é definida como uma mutação do tipo recombinante, que ocorre quando duas variantes que infetam a mesma pessoa formam uma nova mutação genética que está associada à evasão imunológica, tornando-a mais transmissível mas não mais grave.

Esta sublinhagem tem uma mutação que lhe confere uma pequena vantagem de crescimento na proteína spike, uma proteína na superfície do vírus que permite que ele nas células humanas, em comparação com a BA.5, o que poderá torná-la mais resistente ao curso completo de vacina.

Embora os sintomas ainda não tenham sido definidos, a BA.4.6 é uma subvariante da Ómicron, pelo que é previsível que o seu contágio desencadeie efeitos semelhantes: fadiga, tosse, febre ou dor de cabeça, mas também diarreia, dor de garganta e um período de incubação mais curto.

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