O seu desinfetante de mãos tem esta substância? Cuidado, é cancerígeno

Alguns desinfetantes de mãos, agora utilizados para combater a infecção por coronavírus, contêm altos níveis de uma substância química conhecida por causar cancro, segundo a análise de uma empresa norte-americana.

Simone Silva

Alguns desinfetantes de mãos, agora utilizados para combater a infecção por coronavírus, contêm altos níveis de uma substância química conhecida por causar cancro, segundo a análise de uma empresa norte-americana, citada pela ‘Bloomberg’.

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Uma variedade de desinfetantes de mãos que inundou o mercado depois da corrida a estes produtos, devido à pandemia, contém altos níveis de benzeno, uma substância cancerígena, de acordo com a Valisure, uma farmácia online com sede em New Haven, Connecticut, nos Estados Unidos, que testa produtos para qualidade e consistência.

O benzeno causa cancro, de acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde coloca esta substância na categoria de risco mais alto para doenças oncológicas, a par do amianto.

A empresa analisou 260 frascos de 168 marcas e descobriu que 17% das amostras continham níveis detetáveis ​​de benzeno. Cerca de 21 frascos, ou 8%, continham benzeno acima do limite definido pelo regulador de medicamentos norte-americano para desinfetantes líquidos de mãos.

A Valisure revelou ainda que cerca de 15 marcas estavam representadas nos 21 frascos com maior nível de contaminação. As amostras vieram de prateleiras de lojas próximas à sede da empresa e também de pontos de venda online, nos Estados Unidos.

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“Estas descobertas são preocupantes e revelam um sério risco para a saúde pública”, disse a Valisure numa petição assinada pelo CEO David Light e outros executivos. A farmácia já tinha encontrado altos níveis de outras substâncias cancerígenas em componentes de medicamentos fabricados no exterior para o mercado dos Estados Unidos.

Segundo a empresa, ainda não se sabe como é que o benzeno passou a estar presente nos produtos. Pode ter sido introduzido durante o processo de produção quando o álcool destruidor de germes é purificado.

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